Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2020

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o leite materno deve ser o único alimento oferecido ao bebê até os 6 meses de vida. Isto implica dizer que, toda mãe deve ter acesso a condições ideais para fazê-lo. No Brasil, apesar da existência de instituições governamentais, que apoiam o aleitamento, menos da metade dos bebês se alimentam exclusivamente do leite materno nos primeiros 5 meses de vida. Desta forma, a implantação de salas de amamentação, assim como o auxílio dos pais, são questões importantes que circulam ao redor do aleitamento materno no Brasil.

Atualmente, o país conta com 216 salas de amamentação em instituições públicas e privadas, investidas pelo Ministério da Saúde, desde 2010. São locais que visam apoiar e incentivar, mães que retornam da licença maternidade, a continuarem amamentando. Entretanto, este número ainda é pequeno, ou seja, para a grande maioria, resta buscar uma sala de reunião vazia ou banheiro para realizar a ordenha, retratando a falta de mais locais adequados e que às deixem à vontade para fazê-lo.

Além disto, só em  2017, pela Lei nº 13.257, os pais passaram a ter direito a até 20 dias de licença paternidade. Entretanto, ainda são poucas as empresas que adotam este padrão, ou seja, as empresas precisam estar cadastradas no Programa Empresa Cidadã. Além disto, os pais não são previamente preparados para esta fase inicial da criação, o que os deixam amedrontados e acabam rejeitando a licença. Corroborando aos dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, que aponta o primeiro mês como sendo o mais difícil para consolidar a amamentação.

Sendo assim, sobre as questões em torno do aleitamento, é importante a ampliação de locais adequados para a ordenha, assim como propiciar cursos de paternidade responsável. Isto deve ser feito, por meio de fomentos e criação de projetos públicos e privados, encorajados por órgãos de saúde, empresas, ONG’s e a quem interessar, afim de promover, estimular e conscientizar sobre os benefícios e impactos, a longo prazo, provindos com a amamentação.