Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2020

Com o advento da segunda guerra mundial, ocorreram várias mudanças, entre elas destaca-se o papel feminino. Durante esse período, as mulheres deixaram de lado a função de cuidadoras da família para ingressar no corpo de funcionários das fábricas, trabalhando na produção de moedas, armamentos e munições, além da prestação de serviços de enfermagem. Partindo desse contexto, ao longo dos anos, as mulheres conquistaram inúmeros direitos e independência, tornando, hoje, a questão do aleitamento materno um desafio no Brasil. Diante disso, torna-se indispensável a discussão de soluções, a fim de resolver essa inercial problemática.

Convém, ressaltar a princípio, que a Constituição Federal de 1988, em vigor até os dias atuais, está entre uma das razões para a manutenção desse desafio. De maneira análoga a Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política existe para garantir felicidade aos cidadãos. Porém, é notório, que a questão do aleitamento materno no Brasil fere esse direito, uma vez que faltam incentivos fiscais por parte do governo, para a adesão de campanhas nacionais informativas, que estimulem a amamentação durante os primeiros anos de vida, destacando sua importância na formação de anticorpos, tornando o bebê imune a doenças infectocontagiosas.

Outrossim, vale salientar que o entrave é corroborado pelo preconceito social. Segundo o escritor inglês, William Hazlitt, “o preconceito é filho da ignorância”. Tal assertiva aliada à falta de informação, acentua a manutenção de um problema tão atual. Nessa perspectiva, as consequências estão relacionadas a: diminuição da imunidade da população futura em massa, elevado índice de gripes, alergias e anemias, além do alto déficit de desenvolvimento infantil. Com isso, torna-se essencial uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que a resolução do problema deixe de ser uma utopia no Brasil.

Portanto, medidas são fundamentais para resolver o impasse. É imprescindível que o Estado em parceria com o Ministério da Saúde, reformule campanhas, divulgadas pela mídia, com diversos métodos de abordagem, que inclua palestras, debates e entrevistas com profissionais, para que a informação chegue até os diferentes públicos. O intuito de tal medida é sensibilizar e informar acerca da necessidade da amamentação, oferecendo dicas sobre um aleitamento correto e seguro, além de combater o preconceito social. Espera-se, a partir disso, a resolução dessas questões.