Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 17/04/2020

Na época da Colonização existia a “ama de leite” - escrava que amamentava os filhos dos senhores de engenho - , devido a crença de que o leite da mulher negra era mais “forte” em detrimento ao da mulher branca. Isso revela a importância que era dada a amamentação, por causa do seu valor para o crescimento saudável da criança. Entretanto, na atualidade, essa valorização não é dada a esse processo, tendo em vista a desinformação sobre a relevância que o leite materno tem para o bebê e pela existência de uma sociedade ignorante, a qual demostra um olhar preconceituoso quando as mulheres que amamentam seus filhos em ambientes públicos.

A princípio, é válido ressaltar que a desinformação sobre a relevância do leite materno para o bebê, tornou-se uma das causas da problemática em questão. Dentro desse contexto, com a falta de conhecimento sobre o processo da amamentação, os níveis de aleitamento ainda, de maneira infeliz, constituem-se baixos. Nesse sentido, segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas), no Brasil, cerca de 63,4% das crianças com até seis meses de vida não recebem, exclusivamente, o aleitamento materno, o que traduz um cenário alarmante e lamentável. Assim, medidas devem ser efetuadas para que essa realidade seja mudada.

Outro ponto que merece destaque, é a falta de empatia e respeito com as mães que amamentam em lugares públicos. Tal fato, é bastante comum na sociedade, visto que as pessoas acabam por julgar as mulheres que promovem a amamentação a seus filhos em locais coletivos, o que é reflexo de uma sociedade ignorante e apática. Dessa maneira, de acordo com Sócrates, a ignorância é o maior mal, o que de maneira análoga, evidência a postura do corpo social mediante o aleitamento materno, de forma ignorante. Desse modo, é necessário que atitudes sejam tomadas para que a sociedade mude de comportamento.

Infere-se, portanto, que a questão acerca da problemática do aleitamento materno no Brasil, é resultado da desinformação sobre a importância do leite maternal e de uma sociedade apática, diante da questão mencionada. Logo, o Ministério da Saúde, que tem por função dispor de condições para a proteção e recuperação da saúde da população, deve estabelecer campanhas, por intermédio da internet e de profissionais da saúde, para divulgar a relevância do leite oriundo da mãe para as crianças e para o seu crescimento saudável, a fim de que as mães e o corpo social reconheçam o valor que esse procedimento tem, fazendo com que a sociedade pare de julgá-las por amamentarem em locais públicos. Sendo assim, a situação estará atenuada.