Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2020
A obra de arte “A negra”, de Tarsila do Amaral, retrata uma ama de leite e a proeminência do seio na pintura representa a amamentação. Não longe da temática da tela, o aleitamento materno no Brasil é colocado em questão, principalmente, em razão da vergonha de amamentar em público e da importância do leite para o bebê.
Primeiramente, muitas mães se sentem constrangidas em amamentar em público, dado medo de sofrer discriminação. Tal realidade repugnante ocorre todos os dias e, recentemente, na “Victoria’s Secret”, loja de roupas íntimas femininas, que possui diversas propagandas de mulheres com seios aparentes, expulsou uma cliente por estar amamentando. Esse acontecimento absurdo evidencia claramente como o preconceito pode constituir um desafio para a amamentação.
Além disso, o leite materno é essencial para o desenvolvimento da criança, visto que é uma fonte riquíssima de nutrientes e anticorpos. Isso foi estudado pela Universidade Federal de Pelotas, a qual relatou a dimensão da influência do aleitamento na vida do bebê, que durante os seis primeiros meses constitui a única fonte de nutrição para garantir a saúde da criança, foi constatado que a amamentação pode evitar cerca de 800 mil mortes de bebês por ano. Dessa maneira, fica explícito o quanto o aleitamento é essencial para o bebê e como representa uma questão de saúde nacional.
Portanto, visto como há uma discriminação no ato de amamentar e como o leite é primordial no desenvolvimento, é imprescindível que sejam implementadas medidas. Por isso, o Poder Executivo deve atuar na elaboração de campanhas, com auxílio de psicólogos, a fim de conscientizar sobre o ato de amamentar e como o preconceito é prejudicial para todos. Ademais, o Ministério da Saúde tem que fornecer consultas com médicos especializados em amamentação, com intuito de ensinar as novas mães a relevância do ato de amamentar para formação do bebê. Dessa forma, haverá uma valorização do aleitamento como na obra de Tarsila de Amaral.