Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 17/04/2020
A doença “Kwaishiorkor” na qual causa graves danos mentais e físicos, é muito presente em crianças subnutridas sem aleitamento materno, pois tal ação é fundamental para a transferência de proteínas importantes para a criança. No entanto, apesar dos problemas relacionados à falta dessa prática, ela ainda é pouco difundida no Brasil devido, sobretudo, aos poucos incentivos das empresas com mães empregadas e ao preconceito do aleitamento em público. Em face disso, é importante usar de meios governamentais e sociais para modificar essa realidade.
Em primeira análise, o corpo humano não é capaz de produzir certas proteínas e por isso o leite materno é tão importante nos primeiros meses de vida. Nesse espectro, essa prática é pouco incentivada no meio profissional, uma vez que pode prejudicar interesses capitalistas como o lucro e a produtividade. Com isso, apenas a licença-maternidade de 120 dias não é suficiente para as mães suprirem seus filhos com a quantidade necessária de leite através do aleitamento. Diante disso, é dever do estado intervir no meio privado para garantir o bem-estar das pessoas, segundo uma concepção keynesiana.
Em segunda análise, uma reportagem do programa “Fantástico”, da Globo, expôs o preconceito com o aleitamento materno em público por meio de experimentos sociais e depoimentos. Análogo a isso, o preconceito ainda é um dos fatores que fazem as mães não amamentarem seus filhos em locais públicos, visto que elas ainda são constantemente vítimas de comportamentos intolerantes. Em razão disso, as mídias digitais devem realizar ações para mitigar os problemas relacionados à essa prática essencial para a manutenção da vida.
É evidente, portanto, a necessidade do aleitamento materno no Brasil. Sendo assim, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, em parcerias público-privadas, conceda incentivos fiscais àquelas empresas que disponibilizarem espaços adequados, em qualquer horário, às mães que desejarem amamentar seus filhos no trabalho, a fim de aumentar o índice de aleitamento materno no meio profissional, para que as crianças não fiquem sem as proteínas essenciais ao seu desenvolvimento. Cabe, também, que as mídias digitais, em conjunto de ONGs, faça campanhas e palestras nas redes sociais, com o auxílio de profissionais da saúde, a fim de alertar as pessoas sobre os efeitos do preconceito com o aleitamento materno em público, para que as mães possam amamentar seus filhos em qualquer lugar.