Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 02/05/2020
A amamentação não é apenas o mais adequado alimento para o recém-nascido, trata-se, ainda, de um poderoso artifício de prevenção e combate às infecções que a criança recebe da mãe, pois o leite materno tem anticorpos essenciais que protegem as crianças. Sob essa lógica, o aleitamento materno, mesmo sendo um importante processo biológico, enfrenta certos impasses, como a aleitação em público. Tal óbice social está interpenetrado no machismo da sociedade e na falta de conhecimento, o que torna necessária a mudança desse paradigma para melhor funcionamento do corpo social.
Constata-se, a princípio, que o machismo histórico na sociedade impede o processo de aleitamento materno em público. Esse problema está enraizado desde a colonização do Brasil cujo todas as funções do engenho durante o ciclo de cana-de-açúcar estava sob o comando do homem, o que tornou base para o sexismo e patriarcalismo existirem. Nesse contexto, hodiernamente, esses dois fatores ainda está presente, de forma que o corpo da mulher sofre uma demasiada objetificação, o que faz com que a sociedade tenha certo receio ao ver uma mulher amamentar seu filho em público. Consequentemente, o sentimento de vergonha cresce entre as mulheres, impedindo o alactamento dos seus filhos e, posteriormente, obstruindo o seus sistema imunológico.
Outrossim, somado ao supracitado, a falta de conhecimento de substancial parcela da sociedade perpetua o cenário do aleitamento materno vívido. Nesse sentido, a amamentação é uma forma de imunização passiva, a qual é um mecanismo de transferência de anticorpos que acontece de forma natural entre a mãe e o bebê nos primeiros 6 meses da criança, que, posteriormente, aumenta a dificuldade de contrair doenças, como o sarampo. Todavia, mesmo tendo esse contexto importantíssimo biológico, a lactação do bebê em público é vista ainda como algo impróprio e, majoritariamente, é repudiado, levando a mulher passar por diversas situações frustrantes. Desse modo, o processo de imunização é prejudicado, deixando as crianças vulneráveis a diversas doenças.
Nessa perspectiva, portanto, é mister que providências sejam tomadas para obliterar os problemas da questão do aleitamento materno. Para isso, cabe ao Governo Federal, na figura do Ministério da Educação, acabar com a objetificação e machismo da sociedade, por meio de aulas e palestras com sociólogos especialistas, os quais serão discutidos os temas e ensinados a como atenuar o machismo, com o intuito de as mulheres poderem amamentar seus filhos quando e onde quiserem. Ademais, o Estado deve, ainda, junto às mídias, coibir a falta de conhecimento, por meio da criação de programas denominados " A Saúde Infantil", o qual irá discutir a importância do aleitamento, seja em locais públicos, ou privados, a fim de que todos entendam essa dinâmica imunológica.