Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 29/04/2020

Consoante a OMS (Organização Mundial da Saúde), é recomendado que o aleitamento materno prevaleça até os 24 meses do bebê, uma vez que mostra benefícios para a saúde da mulher e da criança. Entretanto, as mulheres enfrentam alguns desafios relacionados, sobretudo, à objetificação do corpo da mulher e a questões constitucionais.                        Em primeira análise, cabe ressaltar que a objetificação do corpo da mulher é algo crescente no país. Alguns historiadores acreditam que as mulheres, que antes podiam exibir o seio (como status de fertilidade), começaram a ocupar um papel de domínio dos pais e maridos, já que haviam se tornado “propriedade” de algum homem. Em vista disso, é inequívoco o descaso do governo para com a construção de um ambiente mais ético, justo e coerente, além da desconstrução de uma sociedade que sexualiza, durante tantos anos, um ato tão legítimo e importante para o desenvolvimento das crianças.                                                                           Em segunda análise, cabe abordar que os direitos da mulher não são respeitados. Segundo a Lei nº 8.069 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), é assegurado à lactante o direito de amamentar a criança em todo e qualquer ambiente. Entretanto, na prática, é notória a violação do Estatuto, visto que a amamentação ainda é considerada tabu pela sociedade.                                                                                                          Em síntese, a indiferença para com as dificuldades enfrentadas pelas mulheres durante o período de amamentação configura um problema a ser solucionado. Assim sendo, o governo federal, mediante a OMS, deve instituir leis mais rígidas, baseando-se em dados e acontecimentos já existentes. Ademais, cabe às instituições e aos empregadores garantir condições propícias ao aleitamento materno em todo e qualquer lugar, por meio da implantação de segurança em locais públicos e áreas de trabalho. Por conseguinte, é criado um cenário de desconstrução da injustiça, bem como de conhecimento relativo ao assunto, formado por cidadãos que pensam como um todo.