Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 28/04/2020
O aleitamento materno é uma questão de saúde pública e um direito biológico, entretanto, no Brasil, há sérios problemas, como o preconceito com a amamentação em locais públicos, a culpa e a pressão que mulheres sentem por não conseguirem amamentar e as que não conseguem completar o ciclo de aleitação porque precisam voltar ao trabalho.
A amamentação em público é fetichizada porque a sociedade vê como vulgar a exposição dos seios da mulher, mesmo sendo crucial para o desenvolvimento comum do ser humano. Garante boa saúde à criança, já que o leite materno previne doenças, e também à mãe, precavendo o câncer de mama.
Além disso, segundo uma pesquisa realizada com nove países (Alemanha, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, México, Reino Unido e Turquia), consta que as brasileiras são as que mais se sentem culpadas quando não conseguem amamentar, cerca de 94% delas. O uso da fórmula, que serve como substitua do leite materno, é condenado por muitas pessoas, agravando ainda mais a situação.
Portanto, conclui-se que é necessário primeiramente uma boa educação sexual, para que a sociedade aprenda a respeitar as mulheres que alimentam em público. O governo precisa também distribuir todos os tipos de fórmulas especial gratuitamente, uma vez que o preço destas é bastante elevado .
Mediante ao apresentado é possível afirmar que a licença-maternidade tem que ser prolongada para que após os seis meses, as mulheres que precisam voltar ao trabalho possam completar adequadamente o ciclo de amamentação, sem interrupções. Assim como a licença-paternidade, onde os pais têm direito de apenas cinco dias podendo chegar a vinte, pois as mães precisam do apoio de seus companheiros especialmente nessa fase.