Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 28/04/2020
A análise do contexto histórico e social de nosso país permite inferir que o aleitamento materno no Brasil é uma problemática paradoxal. Se por um lado, houve avanços com a maturidade das mães e com a disseminação de informações por meio de programas sociais, entretanto, por outro lado há problemas a respeito do preconceito além de questões físicas maternas que impedem o aleitamento recomendável.
Em primeira análise, pontua-se que, consoante ao pensamento de Pierre Bourdieu, a ‘‘violência simbólica’’ é expressa na medida que pessoas são coagidas, por um discurso dominante, a ocuparem lugares padronizados e inferiores na sociedade. Nesse viés, a ideologia machista, notória no Brasil, permite que mulheres sejam vítimas de preconceito ao amamentar em público, visto que ainda há a extrema vulgarização do corpo feminino. Diante disso, milhares de mães absorvem essas pressões sociais e, por vergonha, não conseguem práticar o aleitamento em locais públicos, o que é extremamente prejudicial ao bebe, pois não alimenta-se adequadamente.
Nessas circunstancias, deve-se ressaltar os diversos benefícios para o bebê que são perdidos, quando o ato de amamentar com o leite materno não ocorre ou é interrompido de maneira precoce. Tal como exemplo, o combate a anemia e a prevenção de doenças. Sobretudo, esse fator serve de alerta para a necessidade de mudanças a fim de garantir o aleitamento materno.
Assim, se observa a necessidade de ampliar por meio das secretarias municipais de saúde, o acesso das gestantes ao acompanhamento pré-natal, bem como a promoção de campanhas de orientação.