Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 29/04/2020

A amamentação, ou aleitamento, é o período de tempo durante o qual o recém nascido se alimenta do leite materno. De acordo com dados da Unesco coletados em 2013, menos de 40% das crianças com até meio ano de vida recebem somente leite materno. Decerto, a amamentação é fundamental para o desenvolvimento da criança e na prevenção de doenças. Porém, no Brasil, muitas mulheres sofrem preconceito ao amamentar publicamente, e alguns hospitais não estimulam a amamentação.

É evidente que o Brasil tem um índice alto de cesarianas. Certamente, com a cirurgia agendada, a qual a mulher dá à luz sem sequer ter entrado em trabalho de parto, o leite pode demorar até três dias para descer, fazendo com que o hospital introduza o leite artificial. “Isso dificulta o início da amamentação”, diz Luciano Santiago, médico pediatra e presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Ademais, fica claro que amamentar em público ainda é um tabu. Apesar de ser algo natural, o seio à mostra causa incômodo em muitas pessoas ao ver uma criança sendo amamentada em espaços públicos. Segundo uma pesquisa global sobre aleitamento, realizada pela Lansinoh Laboratórios, em 2015, 47,5% das brasileiras relataram que já sofreram preconceito por amamentar em público, colocando o Brasil no topo entre os países que mais censuram a mulher durante esse momento que estreita o vínculo entre mãe e filho.

Portanto, mesmo  que a amamentação traga benefícios comprovados para a criança, muitas vezes ela não é incentivada, como também é censurada. É imprescindível que Maternidades, hospitais ou estabelecimentos hospitalares especializados na assistência às grávidas, às parturientes, às puérperas e aos recém-nascidos, promovam a amamentação, por meio de campanhas visando o desenvolvimento da criança e na prevenção de enfermidades. Além disso, é importante que a sociedade compreenda que o aleitamento materno é algo natural e essencial para o recém nascido.