Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 28/04/2020
O aleitamento materno é um fator importantíssimo para o desenvolvimento do bebê, por meio dele ocorre a nutrição e o recebimento de todas as vitaminas e minerais que o ser humano em desenvolvimento necessita, assim como nos outros mamíferos. No Brasil, infelizmente, ocorre um preconceito com as mulheres que amamentam em público e por esse e outros motivos elas experimentam dificuldade na amamentação.
A amamentação muitas vezes acaba sendo substituída por outras fórmulas ou mamadeiras, porém estes métodos não têm os mesmos efeitos que o leite materno. Além de fazer bem para o bebê, previne anemia, evita cólicas, auxilia no desenvolvimento cerebral e cognitivo, previne doenças e estimula a respiração nasal, também faz bem à mãe queima calorias, acelera a recuperação do tamanho normal do útero, previne osteoporose e cânceres de mama e útero e evita o aparecimento de cancros nas mamas e ovários.
O preconceito contra a amamentação em público é significativamente alto no Brasil. 47% das mães afirmam terem sofrido esse preconceito em locais públicos, quando estavam apenas suprindo as necessidades de seus filhos. Em 2015 surgiram no mercado as cabines de amamentação, especialmente para as mães quando precisarem amamentar em público. Todo esse projeto serviria para a “privacidade” da mãe e da criança, porém, é um projeto que expõe a situação de aleitamento como “constrangedora” ou até mesmo “estranha”.
Dado o exposto, pode-se concluir que o aleitamento materno é indispensável para o bem estar da mãe e do filho, deve ser feito exclusivamente até os 6 meses e como complemento até os 2 anos. Se por dor, ou qualquer outro motivo a mãe não consiga amamentar, torna-se necessário que recorra-se aos bancos de leite materno, de modo que a criança não seja prejudicada. Em relação ao preconceito, devem-se fazer campanhas, digitais ou não, sobre o direito que a mulher tem de realizar a amamentação em qualquer lugar, tudo pelo bem estar do seu bebê.