Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 28/04/2020
Amamentação ou aleitamento é o período em que um recém nascido se alimenta total ou parcialmente do leite materno, que é produzido pelas mamas femininas. Por possuir todos os nutrientes, e outras substancias como aminoácidos essenciais, que são fundamentais para a devida formação e crescimento saudável do bebê, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a amamentação exclusiva por seis meses. Porém, as mulheres encontram muitas dificuldades nesse processo, e isso as estimula a pararem de amamentar antes do que deveriam.
Quando se fala em aleitamento, o maior problema é a dificuldade que as mães têm em amamentar “Às vezes, o bebê não consegue se encaixar para sugar de forma eficaz, a mãe tem fissura nas mamas, sente dor. A criança acaba não ganhando peso", afirma Nathalia Sarkis, pediatra do Centro de Medicina Fetal do Hospital Santa Lúcia. Os incômodos causados por esse processo somado a falta de informação contribui para a mãe desistir de amamentar integralmente seu filho e optar por outras alternativas.
O julgamento por parte da sociedade é outra questão que deve ser tratada. Muitas mulheres se sentem envergonhadas por ter de amamentar em público, e buscam lugares específicos e escondidos para poderem alimentar seu filho. Segundo a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno 2015, da marca de produtos para amamentação Lansinoh, 47,5% das 13.348 mães entrevistadas, disseram ter sofrido preconceito ao amamentar em público, sendo que no Brasil, para 64% das mulheres, amamentar é visto como algo normal.
Sendo assim, para ajudar as mães que encontram dificuldades no momento do aleitamento, o acompanhamento de um profissional da saúde para orientar e dar suporte à família é tão fundamental quanto o auxílio que o governo deve oferecer, como os 385 Hospitais Amigos da Criança espalhados pelo país e os bancos de leite materno. Além disso, é de suma importância a disseminação de informações para a população sobre a amamentação sensibilizando-a, assim como A Sociedade Brasileira de Pediatria já tem feito.