Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 28/04/2020

Sabe-se que o leite materno é o alimento mais rico para o bebê, devido ao seu alto índice de nutrientes e vitaminas que favorecerá no crescimento tanto físico como emocional do mesmo. Entretanto, nota-se, no Brasil, uma desvalorização a esse meio ao observar que, de acordo com a OMS, a média de amamentação é de 54 dias, algo que deveria ser, no mínimo, de 180 dias, seja por pressões internas, seja por pressões externas. Assim, detêm de analisar tais fatores, a fim de liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é importante ressaltar que a questão financeira influencia diretamente na problemática. Nesse contexto, de acordo com o Conselho Nacional da Justiça, mais de 5 milhões de crianças foram abandonadas pelo pai. Sob esse viés, devido a esse ato, a mãe acaba assumindo sozinha a responsabilidade de sustentar a criança e interrompe a amamentação para voltar ao trabalho antes do prazo, pois, é possível que não tenha um trabalho físico e, provavelmente, não possua seus direitos trabalhistas, acarretando a falta de obtenção de nutrientes necessário para aquele indivíduo.

Depreende-se, portanto, a necessidade de aumentar as taxas de aleitamento materno no Brasil. Para isso, cabe ao Poder Legislativo, na figura do Senado Federal, por meio de iniciativas populares, aprovar leis que ofereçam subsídios a mulheres grávidas, seja ela: solteira, desempregada e com baixa condição financeira, com a finalidade de garantir que a criança possua a quantidade necessária de leite materno para seu desenvolvimento. Ademais, a Organização Mundial da Saúde, aliada às mídias, deveria gerar propagandas indiretas, por meio de novelas e séries televisivas, mostrando a necessidade e a normalidade da amamentação até mesmo em locais públicos. Somente assim, será possível, por fim, que o bebê tenha, no mínimo, seus 180 dias de aleitamento.