Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 03/05/2020

Amamentar vai muito além da representação de um vínculo afetivo, mas significa cuidar de uma vida. No entanto, apesar de tal relevância, ainda há muito o que mudar diante de um cenário preconceituoso e ausente de informações. Sendo assim, é necessário cada vez mais, conscientizar e estimular a amamentação, pois, além de ser uma prática entre mãe e filho, é uma problemática de saúde pública.

Primeiramente, cabe pontuar que, ainda que o Brasil, segundo dados da Unesco, seja uma referência mundial em relação ao aleitamento materno, muitas mães buscam substituí-lo pelos industriais. Em busca de praticidade e agilidade, elas recorrem ao leite artificial, no entanto, futuramente, isso pode acarretar riscos à criança. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), bebês amamentados sofrem menos riscos de serem obesos e de obter outras doenças.

Em segundo lugar, é de extrema importância ocorrer a garantia dos direitos fundamentais que as mães possuem durante todo o período de amamentação, para que não comprometa o desenvolvimento e crescimento saudável da criança. A ação do Senado Federal, em 2019, de ampliar o período de quinze para vinte e quatro meses o tempo de aleitamento de suas servidoras foi um grande passo, mas não o suficiente.       Diante desse cenário, conclui-se que é papel do Governo Federal amplificar e fiscalizar as leis existentes, como a extensão da licença maternidade, para apoiar as mães. Ademais, um incentivo no âmbito de trabalho é fundamental, dessa forma, criar salas especiais para que as mães se sintam mais confortáveis para amamentar seria um enorme estímulo. Portanto, é essencial o empenho de toda a sociedade para estimular a amamentação, através de orientações e redes de apoio.