Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 28/04/2020
O documentário “De peito aberto”, retrata o caráter transformador do aleitamento materno o qual mostra os benefícios que o mesmo proporciona, como também o preconceito que ainda é vigente. Dessa forma, segundo o artigo 9° do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a amamentação é direito de todo recém nascido, sendo dever de todas as instituições efetivá-lo . Nesse sentido, analisar esses fatores é importante para que haja avanços nesse contexto vital.
Além de ser uma economia familiar financeira, o aleitamento materno é um tipo de imunização passiva natural adquirida, pois a criança recebe anticorpos contra micro-organismos causadores de patologias, portanto a amamentação fortalece o respectivo mecanismo de defesa e o vínculo materno-filial. Segundo o Ministério da Saúde, a puérpera deve aleitar exclusivamente até o sexto mês de vida e após esse período, com a introdução de novos alimentos recomenda-se a continuidade até os dois anos de idade.
Além disso, ressalta-se que a inobservância governamental é um fator relevante quando trata-se da problemática do aleitamento materno, haja vista que ínfimos são os locais públicos com infraestrutura para essa prática no país. Soma-se a isso, o fato da amamentação já ser um processo complicado, afinal, 26% das mulheres entrevistadas pela Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno, no âmbito mundial, afirmam sentir dor ao amamentar, fato agravado pela falta de locais confortáveis.
Portanto, é preciso que a União, junto ao Legislativo, por meio da captação de impostos, crie a ‘‘Lei do Aleitamento’’ que vai estipular a obrigação de locais públicos e privados possuirem, ao menos, cadeiras especiais para a amamentação. Posto isso, âmbitos empregatícios, shoppings, universidades, etc, contarão com essa infraestrutura, no fito de garantir o conforto da mulher. Assim, a longo prazo, essa prática vai tornar-se rotineira nos locais públicos e o preconceito será reduzido.