Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 02/05/2020

Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, e em sua saúde no longo prazo, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe.

A Organização Mundial da Saúde aconselha que as mulheres amamentem seus filhos exclusivamente com leite materno em seus seis primeiros meses de vida. Porque o leite materno é o alimento mais perfeito para as necessidades nutricionais do bebê, além de conter uma série de defesas orgânicas que o bebê só adquirirá depois do contato com os estímulos agressores Inicialmente, os bebês não possuem essas defesas e precisam recebê-las da mãe, através do leite. Porém, somente 38,6% dos bebês brasileiros se alimentam só com o leite da mãe nos primeiros 5 meses de vida, segundo um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Apesar da importância de tal ato muitas brasileiras, entretanto, esbarram no preconceito de aleitarem seus filhos em locais públicos. O direito à amamentação é garantindo a lactentes seja em qual espaço for, público ou privado. Segundo a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, “É assegurado à lactante o direito de amamentar a criança em todo e qualquer ambiente, público ou privado, ainda que estejam disponíveis locais exclusivos para a prática”.

Portanto, a importância do aleitamento materno é fato. Busca-se conscientizar a população sobre a importância que a amamentação promove à saúde do bebê, não somente física como também afetiva, através de diversos meios de comunicação como rádios, televisores,  entre outros. As empresas por meio de incentivos do governo poderiam apoiar as mães a amamentarem seus filhos, com salas especiais para retirar do leite ou até mesmo amamentar seu filho no local.