Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 29/04/2020

O aleitamento materno é uma fase essencial na vida do ser humano. É recomendado pela Organização Mundial da Saúde, ser a única fonte de alimento para a criança até os 6 meses de vida. De acordo com a ONU, o Brasil apresenta a maior porcentagem de aleitamento materno do mundo. Somente 36,6% das crianças brasileiras são amamentadas exclusivamente até 6 meses pelo leite materno. Porém, não são todas as mães que conhecem os benefícios da amamentação para seu filho, desde o nascimento até a vida adulta.

O leite produzido no corpo da mulher no período de gestação contém todos os componentes necessários para alimentar seu filho. No leite materno encontramos desde calorias, proteínas, glicose até anticorpos que colaboram para fortalecer a imunidade do bebê. É comprovado por meio de pesquisas, que, as crianças que foram amamentadas pelo aleitamento da mãe, têm menos chances de desenvolver obesidade, infecções respiratórias, pneumonia, dentre outras doenças no decorrer da vida adulta. Segundo dados da OMS, 22% da população com obesidade não foi amamentada até 6 meses de vida.

A amamentação também é muito caracterizada por fortalecer o elo amoroso entre mãe e filho. O “momento mágico da amamentação” acaba se tornando o sonho de muitas mães e que ,em alguns casos, se transforma num pesadelo. Prematuridade, insuficiência de produção do leite e falta de informação de como amamentar, acabam sendo alguns dos fatores que contribuem para o aleitamento materno não acontecer da forma esperada. “Para uma mãe que sempre sonhou em viver o momento mágico de filme do filho mamando no peito, do olho no olho, da mãozinha segurando o nosso dedo, a notícia da mamadeira cai como uma bomba. Chorei, me julguei e repassei a gravidez inteira na minha cabeça tentando descobrir onde errei.” Diz a apresentadora Fernanda Gentil sobre as dificuldades que teve para amamentar seu filho primogênito. Esse sentimento de fracasso por não amamentar pode levar em casos mais extremos uma depressão pós parto, com o pensamento da mãe de “não conseguir amar seu filho por completo” por ter que alimentá - lo com leite em pó e não com o materno.

cabe ao MS junto do Governo Federal produzirem propagandas televisivas e conteúdo para plataformas digitais que apresentem a importância do aleitamento materno e seus benefícios levando também em consideração as mães que não conseguem amamentar por algum empecilho, mostrar que a amamentação é uma demonstração de amor e independente da forma dada. Assim, a população irá se conscientizar e saber da importância e benefícios do aleitamento materno aos filhos e serem mais conscientes em possíveis escolhas futuras sobre o assunto.