Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 29/04/2020

É incontestável a importância da amamentação para a saúde do bebê a longo prazo. Pois, consoante a pediatra Vanessa Macedo, dentre inúmeros benefícios, a prevenção de doenças como a obesidade é um desses. Contudo, muitas mulheres ainda não conseguem amamentar sua criança por motivos clínicos, de insegurança e até mesmo de comodidade, concebendo consequências amargas para o futuro de seu filho.

A priori, com o avanço da tecnologia farmacêutica, já existem leites criados em laboratórios, a fim de suprir a ausência do materno, e que são encontrados nos estabelecimentos alimentícios. Apesar disso, o leite vindo da mãe ainda é insubstituível, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria e ainda assim, essas fórmulas manipuladas são um sucesso entre as genitoras que sofrem algum distúrbio clínico, como a impossibilidade de produzir leite, ou, a insegurança de que seu filho estará bem alimentado apenas com a mama exclusiva, e também, a comodidade de dividir as tarefas de alimentação com o pai da criança, possibilitando a mamadeira em vez do úbere. Logo, 59% dos bebês brasileiros suprem sua fome através de outros leites, conforme a Organização Mundial de Saúde.

Segundo o sociólogo William James, o ser humano pode alterar sua vida mudando sua atitude mental, ou seja, é relevante que gestantes e mães saibam o valor do aleitamento materno, caso contrário, com a negligência, os frutos são severos. Pelos motivos de o leite ser um alimento completo, e com a falta, o bebê pode ser prejudicado ao longo de sua vida, por exemplo, a ausência de anticorpos, desnutrição e até mesmo futuras doenças crônicas, tal como diabetes e obesidade.

Portanto, o Ministério da Saúde deverá proibir a venda de leites instantâneos para recém-nascidos em supermercados e ser comercializado apenas em farmácias, e só por meio de atestado médico a mãe que não dor lactante poderá realizar a comprar, a fim de incentivar o aleitamento exclusivo para crianças de até seis meses de idade, pois com a restrição de acesso a esses leites, será fomentado o vínculo entre mãe e filho.