Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 30/04/2020

Amamentação é um tema de extrema relevância, porém, é pouco discutido. O ato de amamentar contribui para a saúde do bebê enviando os nutrientes da mãe, e é uma ação que denota amor e carinho na relação entre mãe e filho.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, apenas 39% dos bebês com até 5 meses de vida são alimentados exclusivamente com leite materno, isso demonstra que grande parcela das mães brasileiras buscam agilidade e facilidade, recorrendo a leites industriais e artificiais, que no decorrer podem causar prejuízos na vida das crianças, como problemas respiratórios e desenvolvimento cognitivo reduzido. Dessa forma, são necessários novos meios de persuasão para apoiar e convencer as lactantes, além de explanar os benefícios imunológicos e econômicos do leite materno.

De acordo com a coordenadora do departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Goiânia de Pediatria, Simone Ramos, o número de mães que amamentam quase dobrou nos últimos 10 anos, embora ainda se mantenha em menos da metade das mães no país. “Temos a impressão que todo mundo amamenta porque está se falando mais sobre isso, temos mais políticas de incentivo, mas ainda não é todo mundo. Chegamos só a 39%”, comenta.

Para que os números de lactantes aumentem, são necessárias medidas que exponham a amamentação em um aspecto normal, de forma que haja diminuição do preconceito existente, e redução da censura criada. Além do aumento do art. n° 396 proposto pelo Congresso Nacional Brasileiro, que consiste em; durante o ano inicial do bebê, a mãe ter meia hora para amamentá-lo, o acréscimo acarretaria em mais tempo entre as mães lactantes e seus filhos, dentro e fora de seus empregos, o que logo poderia diminuir o uso de leites industriais.