Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 30/04/2020

O aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil, mais o preconceito com o aleitamento materno é um problema que faz com que milhares de mulheres parem o aleitamento mais cedo, afetando a vida de seus bebês.

À medida que o bebê mama, o leite vai se tornando cada vez mais gorduroso. E, além de água e gordura, a receita leva vitaminas, açúcares, substâncias anti-inflamatórias, sais minerais, células-tronco e anti-corpos, a ciência vem mostrando que a amamentação é benéfica também para as mães, que ficam mais protegidas contra o câncer de ovário e de mama. A cada ano que a mulher amamenta, o risco de que venha a desenvolver câncer de mama cai 6%.

Um paradoxo faz parte do cotidiano das mães brasileiras em fase de amamentação: ao mesmo tempo em que se sentem pressionadas para alimentar os filhos com o leite materno, elas relatam que são criticadas quando amamentam em público.A maioria das críticas recebidas por mães quando alimentam em público, se baseiam em que o ato de aleitamento é nojento, ou impróprio de se fazer fora de casa, e essas atitudes perante essas mulheres, faz com que milhares de mães interrompam a amamentação antes dos 6 meses, causando obesidade, e outros problemas, ou até em certos casos gerar uma intolerância a lactose.

Portanto, é essencial que a mãe se sinta à vontade para alimentar seu filho onde for preciso. Quando há alguma dificuldade, a mulher deve procurar grupos de apoio, médicos ou consultores de amamentação, como indicam ambos os especialistas. Eles explicam que o apoio da família e de outras pessoas próximas também é essencial para tranquilizar as mães. “O estresse e outros fatores psicológicos influenciam muito na produção de leite. Quanto mais confiante a mulher estiver, mais fácil vai ser para amamentar”, afirma Rosa Filho.