Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 07/05/2020
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o aleitamento materno deve ser a única fonte de alimentação do bebê até os 6 meses de idade e, de maneira complementar, até os 2 anos, no mínimo. Esse fato deve-se ao leite ser uma alimentação completa de nutrientes e anticorpos, fazendo com que a criança tenha menor risco de doenças como a diarreia, pneumonia, otites, entre outras patologias de ameaça a sobrevivência do recém-nascido. Apesar dos seus benefícios, ainda há um grande índice de mães que desistem de amamentar seus filhos por falta de informações ou devido ao preconceito que muitas sofrem ao lactar sua cria.
De fato, não há como negar a importância da amamentação, além dos benefícios já citados, pode-se destacar que é um alimento prático, gratuito e que reforça o vínculo entre a mãe e o bebê. Também deve ser salientado que esse ato de amor trás vantagens para a progenitora, pois acelera a perda do peso adquirido na gravidez, diminui o fluxo sanguíneo pós-parto e diminui as chances de câncer de mama. Entretanto, ainda há mulheres que não aleitam ou que desistem de aleitar por acreditarem erroneamente que o seu leite é apenas complementar, por sentir dor, entre outras dúvidas que surgem. Seja qual for o motivo é preciso que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, invista em informação e suporte para essas genitoras.
Outra dificuldade existente nesse quesito é o preconceito que muitas mulheres sofrem ao alimentar seus filhos dessa forma no cotidiano. Um exemplo, que ganhou foco na mídia nacional, ocorreu em São Paulo, em um restaurante, durante um almoço, quando uma mãe estava amamentando seu filho e foi interrompida pelo gerente do estabelecimento, sugerindo que ela fosse continuar aquilo em um outro local, pois outros clientes estavam constrangidos com aquela ação dela. Infelizmente, esse tipo de atitude vergonhosa acontece muito, sendo assim, é preciso que o direito da mãe, de amamentar, e do filho, de se alimentar, sejam mantidos através de leis implementadas pelo poder público.
Com base nisso, o Governo Federal pode agir aliado ao Ministério da Saúde, inclusive em hospitais particulares, conscientizando as mães sobre a importância do aleitamento materno e tirando suas dúvidas, por meio de palestras realizadas nos hospitais e clínicas, videos explicativos, panfletos informativos distribuídos nas maternidades e em acompanhamentos durante as consultas de pré-natal e nas visitas domiciliares para levar informações, tirar dúvidas e garantir o aleitamento correto, além de incentivar a mama. Além disso, ele deve elaborar leis federais de multa a estabelecimentos e a pessoas que constranjam a mulher durante a amamentação em público para que seja garantido que elas possam de fato amamentar de forma natural e prática.