Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 02/05/2020

Atualmente, o Ministério da Saúde afirma que o aleitamento  materno é essencial para o bebê ao menos até seus seis de idade meses, para seu desenvolvimento. Entretanto, a condenação da amamentação em público e, além disso, a morte repentina das mães em trabalho de parto impossibilita que essa parcela infantil desfrute deste direito na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Contemporaneamente, a maior parte da sociedade condena amamentação em público, pois, consideram o ato como atentado ao pudor. Prova disso é a pesquisa de 2015 feita pela empresa de cosméticos para amamentação Lansinoh, que cerca de 64% das mães consideram a amamentação em público algo natural, porém, 40% delas já sofreu críticas ou preconceito por fazê-lo. Portanto, é inaceitável a sociedade reconhecer os seios como objeto sexual ao invés de uma forma de proteger a criança.

Faz-se mister, ainda, salientar a morte repentina das mães no trabalho de parto como impulsionador do problema. De acordo com a ONU em 2018, a cada onze minutos uma mãe ou um bebê morrem durante o parto, quando o caso da mãe ocorre o bebê fica sem seu principal alimento que é o leite materno fazendo com que ele possa ter problemas de saúde futuros. Sendo assim, a sociedade não pode mais aceitar a negligência do Governo para com essas crianças.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem à construção de um mundo melhor. Desse modo, o Governo deve transmitir por meio de mídias de comunicação que amamentação em público não é atentado ao pudor, é licenciada pela Lei n° 8.069 promulgada pelo ECA em 1990 e que é algo natural, além disso, o Governo tem de criar um programa que ajude crianças que perderam suas mães por meio de doações de leite materno para os orfanatos que serão divulgadas em propagandas. Dessa forma o Brasil poderia superar a questão do aleitamento materno e gerar crianças saudáveis .