Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 02/05/2020

O ato de amamentar representa um dos vínculos afetivos mais importantes sobre os quais a evolução humana ainda não conseguiu substituir. Entretanto, no Brasil essa questão configura como um agravante social. Isso se deve sobretudo, ao preconceito de amamentar em locais públicos aliado a falta de orientação do aleitamento adequado. Dessa forma, é necessário que a sociedade em geral, associado ao Estado atue de maneira engajada no sentido de evidenciar as causas e propor soluções.

É indubitável pontuar, inicialmente os dados da pesquisa global sobre aleitamento materno realizada no ano de 2015 pela marca de produtos para amamentação Lansinoh, destacando que no Brasil 47,8% das mulheres afirmam ter sofrido preconceito ao amamentar em público. Desse modo, esse cenário corrobora constrangimento moral para as mães, além da perda de estímulo em amamentar o seu filho, visto que é algo fundamental tanto para o bebê quanto para a mãe, pois possibilita a afetividade de ambos. Além disso, é válido ressaltar a falta de respeito e sensibilidade por parte da malha social. Logo, é substancial que medidas de conscientização e punição a tais atos sejam tomadas.

Outrossim, é fundamental destacar a falta de orientação da maioria das mulheres configura-se como um fator negativo a amamentação, pois, de acordo com OMS (Organização Mundial de Saúde) o aleitamento é exclusivo até os 6 primeiros meses de vida do bebê. Por isso, é de suma importância que as mães tenham uma orientação adequada para alimentar seu filho, como pega correta e cuidado com as mamas.

Portanto, medidas devem ser tomadas. O Estado, especificamente o Ministério da Saúde investir em recursos como contratação de profissionais especializados, além de pediatras, os fonoaudiólogos e psicólogos são fundamentais nos hospitais a fim de orientar, acompanhar, dar suporte de forma mais precisa de como deve ser feito o aleitamento materno. Além disso, a criação de medidas mais severas de punição por parte do ente governamental, especificamente o Ministério da Segurança, às pessoas que praticam o preconceito faz-se jus, tais como pagamento de multa ou indenizações. Por conseguinte, estratégias de promoção de campanhas educativas, através das mídias sociais, evidenciando as consequências do preconceito ao processo de aleitamento materno tornam-se relevantes, pois promove a reflexão e conscientização sobre tais atitudes. Dessa forma, o significado do ato de amamentar faz-se autêntico.