Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 03/05/2020
Segundo a Organização Mundial da Saúde o leite materno é a melhor forma de garantir os nutrientes essenciais aos recém-nascidos até, pelo menos, os 6 meses de idade. Amamentar significa cuidar de uma vida e representa um dos vínculos afetivos mais importantes que uma mãe pode ter com seu filho. Apesar da importância de tal ato, muitas brasileiras, esbarram no preconceito de amamentarem seus filhos em locais públicos. Nesta perspectiva, convém analisar e estimular a importância do aleitamento materno no Brasil.
Do ponto de vista de nutricionistas, só o leite materno possui todos os nutrientes que um bebê precisa. Cabe pontuar que no Brasil segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), apenas 39% dos bebês de até 5 meses são alimentados exclusivamente com leite materno. Tais dados revelam características de uma sociedade que busca praticidade, visto que em busca de facilidade, muitas mães recorrem às indústrias lácteas infantis que comercializam leite artificial. Com isso, novas práticas de persuasão e apoio para amamentação são necessárias, já que há benefícios nutricionais, imunológicos, cognitivos, econômico e social, no leite materno que nenhum outro possui.
É evidente como a amamentação torna-se importante no desenvolvimento físico e psíquico dos recém-nascidos. Segundo a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e o aleitamento é a fonte de saúde para os bebês. Tal exercício, contudo, esbarra em constrangimento moral, devido ao preconceito que muitas mães enfrentam ao amamentarem seus filhos em áreas públicas. As mulheres não deveria ter vergonha de amamentar seus filhos, muito menos serem julgadas por tal ato, de acordo com a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, “É assegurado à lactante o direito de amamentar a criança em todo e qualquer ambiente, público ou privado, ainda que estejam disponíveis locais exclusivos para a prática”. A importância do aleitamento materno é fato. Portanto, O Ministério da Saúde deve ampliar as campanhas publicitárias, por diversos meios de comunicação como rádios, jornais, programas de televisão, entre outros, e sempre colocando em evidência que há uma lei em prol das mulheres amamentarem em público. Nesse sentido, busca-se conscientizar a população sobre a importância que a amamentação promove à saúde do bebê, não somente física como também afetiva, gerando uma conexão maior entre mãe e filho, mas também fazendo com que seja mais que normal uma mãe amamentar seu bebê em público. Espera-se, com isso, que esse gesto importante não diminua, devido à falta de informação das pessoas.