Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 04/05/2020

Que a amamentação materna,é essencial, todos sabem, mas apesar dos comprovados benefícios , sua prática, está aquém das recomendações em todo o mundo.

O índice de amamentação exclusiva para menores de 6 meses estabelecido pela Assembleia Mundial de Saúde a ser alcançado até 2025 é de 50%, no entanto, na maioria dos países esse índice está bem abaixo do recomendado.

O declínio na prática do que ocorreu no final do século XIX, consequência das crenças sobre amamentação, da inserção da mulher no mercado de trabalho, da influência das práticas hospitalares contrárias à amamentação por livre demanda, da industrialização de produtos e da criação de demandas por influência do marketing, utilizado pelas indústrias e distribuidores de alimentos artificiais, produziram impacto importante na mortalidade infantil. Os benefícios resultantes do aleitamento materno para a criança e a mãe são conhecidos e comprovados cientificamente. O valor nutricional, a proteção imunológica e o menor risco de contaminação contribuem para a redução da morbimortalidade infantil por diarreia e por infecção respiratória; evidência crescente também sugere que a amamentação pode proteger contra o excesso de peso e diabetes mais adiante na vida . A amamentação promove, ainda, adequado desenvolvimento da cavidade oral, resultado do exercício que a criança faz para retirar o leite da mama  Há também evidências de que a amamentação está associada ao melhor desempenho em teste de inteligência, repercutindo em maiores níveis de escolaridade e maior renda na idade adulta, dos Bancos de Leite Humano e, em 1988, o País adaptou o Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno às necessidades brasileiras instituindo Normas para Comercialização de Alimentos para Lactentes, e para que tudo isso seja aprovado e descriminado precisamos de uma lei a favor das mães que tem que amamentar seu filhos recém nascidos sem nenhuma descriminação.