Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 04/05/2020
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que apenas 39% dos bebês brasileiros de até 5 meses de idade são alimentados exclusivamente com leite materno. Segundo José Simon, professor associado do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, o aleitamento materno é uma questão de saúde pública e um direito biologicamente determinado.
O leite materno além de alimentar o bebê e ser rico em nutrientes de que ele precisa, também é composto por anticorpos que passam de mãe para filho, evitando que o mesmo fique doente facilmente. Ou seja, substitui-lo por algo genérico que possa ter os mesmos benefícios é de modo misterioso. No entanto, apesar da importância do aleitamento materno para o desenvolvimento do recém-nascido, surgem uma série de obstáculos para as mães.
Por conseguinte, torna-se visível uma maior necessidade da colaboração das políticas públicas perante a esses impendimentos que obstam o ato de amamentar. Como, quando as mães precisam voltar a rotina e não encontram espaço no trabalho para fazer a amamentação, ou quando, por vezes, são vítimas de preconceito por dar de mamar em público. Tal como exemplo, o combate a anemia e a prevenção de doenças. Sobretudo, esse fator serve de alerta para a necessidade de mudanças a fim de garantir o aleitamento materno.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde (MDS) desenvolver uma rede de apoio com médicos e psicólogos que orientem as mães sobre como lidar com esse processo de amamentação, encorajando-as e orientando-as, por meio de pequenas palestras. Tornando esse programa disponível nas redes sociais e em pequenas localidades, de modo que ele faça um rodizio entre os postos de saúde para atender todas as mães. E ao ministério da Educação, para que haja conhecimento sobre a importância da amamentação.