Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 07/05/2020
Na novela “Totalmente Demais”, é retratada o personagem Arthur, que tem um sério problema de vínculo com sua filha por ter uma rotina trabalhista exacerbada. De maneira similar, ocorre no Brasil, no qual mães boicotam a amamentação de seus bebês, pela vida “imparável” que a globalização lhes proporciona, o que suscita grandes debates sobre o aleitamento materno. Para isso, tanto a discriminação social como a omissão do governo corroboram esse cenário estarrecedor.
Primeiramente, a marginalização civil contra a lactação está se tornando um entrave. Trata-se de indivíduos que criticam uma mãe por da de mamar ao seu filho na praça da cidade, o pai acomodado que se recusa a ajudar nas obrigações domésticas e os próprios familiares que disseminam dicas errôneas de que se a mulher não deixar de amamentar, ela vai “perde” sua estética física. Assim, não é de se surpreender que moças prefiram distribuir mamadeiras aos seus filhos, pois se o que lhe espera é um sociedade pronta a criticar seu corpo fora do “padrão” e o repúdio social velado contra a amamentação de seu neném. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 40% das grávidas já sofreram retaliações por aleitar em público. Logo, é inaceitável moças deixarem de da benefícios vitamínicos e anticorpos as sua crianças, por uma população hostil e inconstitucional.
Ademais, a negligência governamental impulsiona o problema. De acordo com Mikhail Bakunin, político russo, o Estado é a negação da humanidade. basta ver que a gestante não é orientada, após a alta hospitalar, de como descobrir a melhor posição para lactar, equipes médicas não enfatizam os perigos da troca do leite materno por objetos artificiais, como a chupeta, que podem desencadear sérias enfermidades nesses garotos. Outrossim, mulheres, muitas vezes, são separadas de seus recém-nascidos por ausência de alojamentos conjuntos nos hospitais, o que fomenta elas a ficarem dias sem amamentar seus meninos corretamente. Nisso, acarreta-se a perpetuação do cenário descrito por Bakunin e realça-se como as autoridades estão tratando as parturientes com sério descaso.
Destarte, é mister que o Ministério da Saúde e as secretarias municipais e estaduais realizem projetos para atenuar os entraves do aleitamento materno em questão no Brasil, com propagandas em rádios e televisões, para enaltecer o acolhimento familiar na ajuda às grávidas e anúncios a fim de ressaltar a importância da empatia e o respeito com as mães que amamentam em público. Tal iniciativa deve ainda buscar ajuda de ONGs no intuito de da alicerce de como aleitar corretamente, aumento dos leitos em conjunto no pós-parto, com distribuição de cartilhas, slogans e cartazes, para que médicos relatem os benefícios da amamentação e o repúdio ao uso de objetos artificiais para bebês. Dessa forma, amenizar-se-á casos alérgicos na população e, ainda, reduzir a mortalidade infantil.