Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 06/05/2020
A série norte-americana “American Horror Story” (AHS) narra, em sua sétima temporada, uma discussão de Ally, que amamentou seu filho Oz até os três anos, alegando seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Paralelo à ficção, questões no Brasil acerca do aleitamento de filhos de mães soropositivas e de casais homoafetivos configuram uma dificuldade de caráter ideológico acerca da alimentação dos supracitados.
Em primeira análise, o desafio da amamentação por mães soropositivas configura uma problemática no Brasil, imprescindindo o uso de mamadeiras. Nesse sentido, a comunidade afetada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), desde sua origem nos anos 80, sofre com a falta de informações sobre sua transmissão (relacionada atualmente à troca de fluidos corporais, como o leite materno), que afetou inúmeras crianças por meio do aleitamento. Visto isso, a ignorância dessa camada social advém do curto fluxo de dados sobre a situação dessas mães, já que, pela sua especificidade, não recebem atenção de órgãos de saúde brasileiros.
Em segunda análise, Albert Einstein - renomado pensador e vencedor do Nobel de Física pelo Efeito Fotoelétrico - afirma que, atualmente, é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito enraizado. Nesse viés, casais homoafetivos masculinos, pais de crianças de peito (que precisam de leite materno), são submetidos a ataques homofóbicos em razão da ausência da mãe, e consequente dificuldade no aleitamento. Entretanto, a criação de alimentos próprios para esses párvulos garantem uma vida saudável e nutrição completa, contestando os questionamentos supracitados, desprovidos de caráter científico.
Enfim, alterações sistemáticas devem ocorrer, garantindo o acesso homogêneo à saúde previsto na Constituição de 88. Portanto, urge que o Ministério da Saúde crie programas informativos sobre amamentação de filhos de soropositivas, por intermédio de propagandas que esclareçam cuidados necessários e destaquem o uso de mamadeiras, a fim de evitar a transmissão do HIV. Também cabe ao órgão esclarecer a inexistência de problemas acerca do aleitamento de crianças de casais gays, distanciando a sociedade brasileira da desnutrição infantil, criando uma conjectura que aproximar-se-á da recomendação da OMS, seguida por Ally em AHS.