Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 11/05/2020

Durante o período colonial brasileiro, a figura da “ama de leite”, escrava que amamentava os bebês das mães brancas que não dispunham de leite próprio, esteve bastante presente naquele período. A partir disso, percebe-se a importância da amamentação, já que segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) esse ato contribui para o desenvolvimento do bebê. No entanto, as mães enfrentam, além de paradigmas acerca da composição leite, o preconceito social presente na atualidade. Dessa forma, fazem-se necessárias medidas oriundas do Ministério da Saúde para a superação dessas maculas.

Nesse sentido, é importante salientar a relevância da amamentação nos primeiros 6 meses de vida da criança. Embora essa seja a orientação prevista pela OMS, segundo a mesma, apenas 39% das brasileiras amamentam seus filhos até essa recomendação e, entre os problemas do não seguimento desse ideal, destaca-se a falta de informação acerca da composição e da importância do leite, pois muitas mães acreditam que só o leite materno não nutre as crianças de forma plena, além de não compreenderem que a amamentação auxilia tanto no desenvolvimento imunológico, quanto no cognitivo da criança. Dessa forma, faz-se necessária a adoção de medidas para que haja a quebra de tais paradigmas.

Outrossim, é válido ressaltar o preconceito sofrido por algumas mães que amamentam em locais públicos. Seguindo esse ideal, segundo o jornal ‘’Estadão’’, há um paradoxo sofrido pelas mães, pois ao mesmo tempo em que essas se sentem pressionadas em amamentar seus filhos, elas também relatam que sofrem criticas quando amamentam em público. Esse fato é corroborado por um episódio ocorrido em 2015, em Belém do Pará, quando uma estudante foi chamada de ‘’nojenta’’ por amamentar sua filha de 8 meses em um transporte público. Com isso, é imprescindível a adoção de políticas públicas que revertam essa ideia social e que garantam a segurança e o direito das lactantes.

Mediante o elencado, ficam evidentes os entraves sofridos pelas mães no que diz respeito à amamentação. Dessa forma, urge que o Ministério da Saúde, em conjunto com a mídia, crie campanhas que evidenciem a importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida da criança, introduzindo palestras nos postos de saúde com profissionais especialistas no assunto, e, também, evidenciar a importância do pré-natal para que duvidas acerca do assunto sejam sanadas. Ademais, é imprescindível que o Poder Legislativo crie um bloco de leis que garanta a segurança e o direito dessas mães em amamentarem seus filhos em qualquer lugar, tendo em vista a importância dessa prática. Assim, as questões acerca da amamentação seriam reduzidas.