Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 08/05/2020

No Brasil Império existia a figura da “amas de leite”, escravas que amamentavam os bebês da casa grande. Gilberto de freire, importante escritor da literatura brasileira, fez esse relato em seu livro, Casa Grande e Senzala. Nesse sentido, a sociedade moderna não conta com a figura das amas, mas tem substituído o aleitamento por uma um leite industrializado denominado “formula”. Contudo, apesar de supri as necessidades nutricionais, esse é deficiente no fortalecimento imunológico e diminui os momentos de intimidades entre mãe e filho.

Outrossim, embora o aleitamento seja de fundamental importância para o desenvolvimento do bebê, ora pelo valor nutricional e protetivo, ora pela relação de intimidade que decorre desse ato de amor, cada vez mais a classe média tem optado por substituir o leite do peito pela formula nutricional. Nesse contexto, foi publicada uma pesquisa no jornal folha de São Paulo, e essa revela, que 68% das mulheres com curso superior deixam de amamentar seus filhos com menos de dois meses. Isto é menos do que recomenda a Organização Mundial da Saúdo (OMS), que é de seis meses.

Isso posto, um outro aspecto a ser observado, em relação ao aleitamento é a relação de afeto que se estabelece entre a mão e o bebê durante a amamentação. Segundo Ana Kepler, pesquisadora de políticas sociais para a criança da Universidade de São Paulo (USP), a criança que é amamentada até os seis meses de vida possui 30% menos chances de desenvolver doenças emocionais. Visto que o ato de amamentar cria um ambiente de afeto e segurança que se reflete na vida da criança.

Logo, para ampliar o aleitamento materno, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, e Educação, devem desenvolver uma ampla campanha publicitária e reforçar a importância não só nutricional, mas também afetiva desse ato. Um meio para isso, seria aumentar a veiculação de propaganda em TV e rádio, além de palestras com psicólogos, agentes sociais e de segurança, nas faculdades, de forma a reforçar os efeitos danosos que a ausência do aleitamento materno pode acarretar.