Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 12/05/2020

No período colonial, a amamentação era vista como um trabalho e até existia uma profissão para isso, ama de leite, a qual era um produto para a sociedade que terceirizava a alimentação dos filhos. Na atualidade, o aleitamento materno ainda possui barreiras e falta de incentivo para ser feito pelas mães. Essa realidade é o reflexo da falta de informação sobre a importância da nutrição natural e do sistema de trabalho aplicado.

A princípio, vale destacar a pressão externa imposta as progenitoras pelo serviço. Devido a terceira revolução industrial, o mercado de trabalho tornou-se mais competitivo, pois as novas tecnologias impulsionaram a grande atração da população aos postos de trabalho que surgiram, assim tinha um número de candidatos superior ao de vagas. Dessa forma, as mulheres têm que colocar o emprego, o sustento da família, na frente do direito biológico do seu filho, o leite materno, o qual é substituído por mamadeiras e fórmulas infantis.

Ademais, outro aspecto relevante é a ausência de explicações as pessoas dos benefícios do aleitamento e como realizar corretamente. De acordo com o que é retratado na série documental “Bebês em foco- Primeira fase da alimentação”, a lactação aumenta o laço materno e é uma fonte de ferro e micróbios que podem proteger e nutrir os bebês naturalmente. Por conseguinte, a desinformação sobre o amamentar gera ausência de apoio para realização do ato e até pressão interna a mãe.

Portanto, a amamentação possui grande valor para a saúde das pessoas, mas ainda não é muito valorizada. Logo, deve alertar a sociedade e organizações sobre o aleitamento materno e como eles podem dar suporte para as mães lactarem. Por meio de campanhas de amamentação, as quais exporão seus benefícios e como fazer certo, feitas pelo Ministério da Saúde e serão divulgadas pela mídia, a grande fonte de informações e formada de opinião, além de que o Ministério do Trabalho altere a lei da licença-maternidade para ser 180 dias a todas as mães empregadas. Assim, conscientizará a população não apenas no Agosto Dourado.