Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 07/06/2020
O aleitamento materno é algo necessário para o desenvolvimento de uma criança e deve ser o único alimento até os seis meses de vida do indivíduo . Através desse leite, o bebê recebe todos os nutrientes que precisa para sua vida, o seu sistema imunológico é fortalecido e segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, quando o recebe exclusivamente, tem menos chances de sofrer de obesidade. O Brasil é um dos países que tem uma maior taxa de adesão ao aleitamento, no entanto, o preconceito com esse ato ainda está presente na sociedade.
O Brasil ao longo da última década criou diversas campanhas para incentivar o aleitamento. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, 40% dos recém-nascidos recebem o leite materno de forma exclusiva até os seis meses de idade. Esse dado apesar de ainda ser baixo é referência para diversos países que não conseguem atingir essa marca. Um fator que aumenta a dificuldade de elevar essa taxa são as fórmulas prontas para bebês. Essas, atualmente, são utilizadas na alimentação de 45% dos bebês. Dessa forma, muitas mães enxergam as fórmulas como saídas mais práticas e esquecem de todos os benefícios que só o leite materno pode proporcionar.
Além dessa facilidade, utilizando a fórmula as mulheres não são vítimas do preconceito da população brasileira. De acordo com a Revista Crescer, 47% das mulheres que amamenta em público já sofreram preconceito por isso. A sociedade ainda vê tal ato como um tabu, acreditando que só deva ser realizados com locais escondidos e nunca aos olhos de outras pessoas. Essa situação faz com que muitas mães não conseguiam fazer a alimentação exclusiva, pois são desestimuladas nessas situações. Dessa forma, muitos apoiam o aleitamento de forma exclusiva, mas, somente com a mulher o realizando em sua casa.
Portanto, a situação brasileira de aleitamento materno ainda é complicada apesar da taxa de adesão. É necessário que o Governo Federal, o Governo Estadual e o Governo Municipal elaborem cursos, por meio das secretárias de saúde e hospitais, a fim de ajudar as mulheres à conseguirem realizar tal tarefa de forma mais eficiente e prática, fazendo com que elas não tenham que recorrer as fórmulas. Ademais, é importante, que os meios midiáticos criem campanhas que incentivem o aleitamento em público, através de comercias e imagem ilustrativas, a fim de diminuir o preconceito que as mães ainda enfrentam.