Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 16/05/2020

A amamentação é um processo exclusivo e insubstituível, assim, é imprescindível à vida do bebê pelo menos até os seus seis meses de idade, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), pois nele contém todas as substâncias alimentares necessárias para uma nutrição eficaz do recém-nascido. Contudo, muitas mulheres enfrentam o preconceito por amamentarem seus filhos em locais públicos pois, para muitos o ato citado é visto como um gesto obsceno. Nesse cenário, é importante relatar sobre a importância do leite materno, incentivando assim, as genitoras a não aleitarem somente em lugares privados. Em face disso, verifica-se a necessidade de mais medidas estatais e sociais para a mudança dessa realidade.

Primordialmente, nota-se a eficiência de lactar quando se refere aos desenvolvimentos psíquico e físico da criança recém-nascida. Dessa maneira, vale destacar a ação mobilizadora do Hospital Regional de São Francisco, localizado no município de Canindé, que faz campanhas a favor da doação do leite materno para aqueles bebês em que as mães não podem disponibilizar de forma natural, seja por ser portadora de alguma doença seja por falta de estímulo corpóreo, ou que por algum motivo passaram a não produzir. Logo, corroborando com a saúde e seguindo a Constituição de 1988 que afirma que o apoio social ao aleitamento maternal é um dos maiores e melhores estímulos à promoção da cidadania, já que, uma vida saudável é direito de todos que formam a sociedade.

Apesar de toda a luta das mulheres para fazer com que a amamentação seja algo natural em espaços públicos, a maioria das mulheres ainda se sentem desconfortáveis em alimentar seus filhos na frente de desconhecidos pelo medo de receberem olhares ou piadas preconceituosas. “Isso mostra que temos um problema cultural, que é preciso trabalhar na sociedade o olhar de que o peito da mulher que está amamentando é o peito de uma mãe provendo nutrição”, disse Cândida Caniçali, do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo, em entrevista à Agência Bori. Em síntese, observa-se a precisão de mais informação espalhada acerca da lactação materna.

Portanto, é necessário a tomada de medidas para uma nova realidade. O Estado em parceria com o Ministério da Saúde deve promover por meio de palestras e seminários periódicos, em instituições educacionais, uma forma de conscientização e informação quanto a necessidade e a importância da amamentação aos recém-nascidos e que esta atitude não é sinônimo de preconceito quando feita em lugares comunitários. Desse modo, assiste também ao Estado lançar uma maneira que faça com que as mulheres amamentem em qualquer lugar e sintam-se confortáveis, como a construção de cabines públicas propícias a este tipo de atitude. Assim, as gestadoras lactarão de melhor modo.