Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 17/05/2020

Na Constituição Federal Brasileira, é garantido a proteção ao aleitamento materno e o direito da criança à amamentação nos primeiros meses de vida. Entretanto, a realidade contemporânea brasileira diverge da teoria citada, visto que há um constante preconceito por parte da sociedade, além da falta de incentivo e propagação da importância  de tal prática por instituições governamentais. Desse modo, diversas crianças são privadas desse direito biologicamente determinado, o que torna um problema de saúde pública e, diante disso, é necessário medidas interventivas urgentes.

Nessa perspectiva, o cientista Albert Einstein defendia a ideia de ser mais fácil desintegrar um átomo do que pôr um fim nos preconceitos humanos. De fato, essa teoria traduz a real dificuldade no que se refere ao aleitamento materno em público no Brasil, pois ainda convive com diversas manifestações intolerantes baseadas no machismo e outros dogmas da sociedade. Destarte, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria cerca de 45% das mulheres já foram vítimas desses julgamentos, o que torna um cenário preocupante e imprescindível de uma transformação no pensamento da população a respeito dessa prática tão importante e natural.

Por outro viés, a negligência de órgãos educacionais brasileiros no que tange propagar esse tema, agrava ainda mais essa problemática. Em vista disso, há a quebra do “Contrato Social” proposto pelo sociólogo Émile Durkheim, pois a mídia e as escolas não estão a cumprir sua função de apresentar a importância nutricional, imunológica e emocional do aleitamento materno para as mães, além de  não incentivar a população a esse costume. Dessa forma, a falta de informação, fortalece ainda mais os preconceitos e inibe a prática, o que torna importante uma mudança no comportamento estatal.

Portanto, percebe-se que o aleitamento materno no Brasil possui vários impasses e urge ações afirmativas. Para tanto, cabe as escolas ensinarem desde cedo a combater preconceitos, a exemplo da amamentação, por meio de palestras, com o fito de tornar indivíduos tolerantes. Outrossim, a mídia deve conscientizar as mulheres a cerca da importância de tal conduta para seus filhos, através de projetos, como o “Amamentar é Amar”, a fim de se tornar um hábito. Por fim, com o empenho na realização de tais medidas, esse direito previsto na Constituição Federal não será mais teoria e se tornará prática no país.