Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 20/05/2020

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno, nos primeiros anos de vida, salvaria mais de 820 mil crianças menores de cinco anos em todo o mundo. Nesse sentido, percebe-se, no Brasil, a necessidade de medidas para estimularem às mães amamentarem os filhos recém-nascidos. Isso se deve, sobretudo, à ineficiência das políticas públicas de saúde e à falta de informação sobre os benefícios da amamentação, contribuindo para entraves no problema.

Evidencia-se, a princípio, que a ineficácia das políticas de saúde está interligada a fatores governamentais. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Michel de Montaigne, uma das mais honrosas ocupações é servir ao público e ser útil às pessoas. Com isso, analisando esse pensamento, é perceptível que o Governo falha em garantir os direitos constitucionais de assistência aos indivíduos, em especial, as gestantes acerca de políticas efetivas para o aumento do aleitamento materno.  Isso ocorre porque o Estado está mais preocupado com a movimentação da economia do que com a importância da amamentação para o desenvolvimento de anticorpos, das funções motoras e psíquicas das crianças,  sendo essências para o seu crescimento saudável. Em consequência disso, essa situação pode ocasionar o aumento dos índices de mortalidade infantil, prejudicando um acréscimo na mão de obra fundamental para o progresso de um país.

Ademais, a ineficiência informação sobre os benefícios da amamentação para as mães intensifica essa problemática. A exemplo disso, a Sociedade de Pediatria Brasileira prever a redução do risco de contrair o câncer de mama em 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação. De fato, é perceptível que o aleitamento materno traz inúmeras vantagens para a saúde da mulher, porém a falta de divulgação nos meios mediáticos dificultam à ampliação desse conhecimento no meio social. Além disso, o leite materno contém substâncias que regulam as concentrações hormonais que são responsáveis por dificultar o aparecimento de outras enfermidades como a ansiedade e a depressão. Em decorrência disso, essa questão pode interferir em uma melhor qualidade de vida da população.

Fica claro, que a ineficiência das políticas de saúde e à falta de informação dos benefícios da amamentação são impasses que precisam ser solucionados. Para isso, o Ministério da Saúde deveria criar fóruns de debates com médicos pediátricos, veiculados nas redes sociais, por meio de estudos acadêmicos que mostrem a importância do aleitamento materno para prevenir à morte de recém-nascidos, a fim de estimular maior adesão das mulheres a essa prática. Aliado a isso, a mídia deve fazer campanhas informativas sobre as doenças que podem ser prevenidas pela amamentação e, dessa forma, diminuir os índices apresentado pela OMS.