Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 25/05/2020
Segundo a UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância, todos os recém nascidos devem ser alimentados de maneira exclusiva com o leite materno até o sexto mês de vida, depois desse período há a introdução de outros alimentos, de maneira a complementar a alimentação dessa criança, contudo o aleitamento materno deve perdurar até o segundo ano de vida de todos os indivíduos. Contudo, no contexto contemporâneo brasileiro, muitas mulheres ainda não seguem à risca as preconizações da UNICEF, seja pela falta de informação que as mulheres têm a respeito do ato de amamentar e seus benefícios, seja pelo preconceito que as mulheres ainda sofrem por amamentar em público.
Primeiramente, fala-se em falta de informação, uma vez que muitas mulheres não têm conhecimento sobre como amamentar de maneira certa a fim de não causar dor, nem dos benefícios que isso trás tanto para criança, como para a mãe. Ofertar o leite materno é vantajoso para mãe uma vez que além de evitar gastos com fórmulas, o leite não precisa de preparo, tornando-se assim, algo prático de ser oferecido à criança. Além disso, o Ministério da Saúde (MS) em suas campanhas ressalta os benefícios para as crianças do aleitamento materno, entre eles, fortalecimento do sistema imunológico, uma vez que o leite materno tem proteínas como os anticorpos, fortalecimento dos ossos pela oferta de cálcio, além de prevenir a obesidade infantil, pois fórmulas infantis e introdução alimentar precoce então associados à essa síndrome metabólica. Portanto, o aleitamento materno trás benefícios para ambos.
Entretanto, além da falta de informação, as mulheres têm outro obstáculo: o preconceito. Na sociedade brasileira, o ato de amamentar ainda é visto distorcidamente como algo desrespeitoso para muitas pessoas, uma vez que colocar o peito para o fora para alimentar uma vida é interpretado como incitação à nudez e pornografia. Segundo a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno realizada em 2015, 47,5% das brasileiras entrevistadas revelaram sofrer preconceito por amamentar em público. Dessa forma, a vergonha de amamentar é um empecilho para muitas mulheres adotarem essa prática.
Dessa forma, conhecendo os benefícios do aleitamento materno, este deve ser incentivado no Brasil. Para isso, o MS pode promover mutirões nos postos de saúde para as gestantes de cada unidade de maneira semestral com palestras sobre o aleitamento materno, sua importância para a criança e os benefícios tanto para mãe quanto para criança, além de promover cursos ministrados por profissionais da saúde de como fazer a pega certa para não gerar dor e desconforto na mãe, além da entrega de um material informativo no formato de cartilhas educativas. O Ministério da Educação poderia abordar o aleitamento materno na disciplina de biologia para que todos saibam a importância dessa e, através da informação, os futuros adultos saibam respeitar e que não constranjam mais as mulheres lactantes.