Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 27/05/2020
O aleitamento materno representa um dos melhores vínculos afetivos mais importantes para mãe e o bebê. Entretanto, no Brasil contemporâneo muitas mulheres não amamentam seus filhos. Assim, seja pela falta de informação sobre a importância do leite materno para a saúde do bebê, seja pelo preconceito da sociedade com as mães que amamentam em público. O alto nível de mulheres que não amamentam seus filhos com o leite materno não pode mais ser um realidade no Brasil e tem a necessidade de ser revertida.
Em primeira análise, a falta de informação sobre o aleitamento materno contribui para mãe desistir de amamentar integralmente seu filho. Isso ocorre, pela ausência de informação sobre como o leite materno é essencial para saúde do bebê, o alimento mais completo que ele pode ter até os seis meses, atende suas necessidades nutricionais, imunológicas e emocionais. Tal como, essa situação foi sintetizada por Claire Fagin:“O conhecimento lhe dará a oportunidade de fazer a diferença”. Uma evidência desse cenário é que apenas 38% das crianças no mundo são amamentadas exclusivamente por leite materno nos seis primeiros meses, de acordo com a OMS. Consequentemente, as mulheres não amamentam seus filhos com o leite materno, podendo causar problemas de saúde no bebê.
Somado a isso, com a falta de informação existe o preconceito da sociedade sobre as mulheres amamentarem em público . Essa situação se dá, pois, desde a Idade Média as mulheres tinham seu papel definido, como:“propriedade do marido”, com isso elas não podiam usar roupas que mostrassem muito seus corpos, em forma de respeito ao seu marido. Logo, tivesse-se aparecendo alguma parte do corpo era retratada com vulgar. Assim como acontece atualmente no Brasil, muitas pessoas acham que amamentar em público é vulgar, por mostrar o seio. Nessa perspectiva, 47% das mulheres sofrem algum tipo de preconceito por amamentarem em público , segundo a pesquisa Global sobre Aleitamento Materno. Nessa circunstância, Albert Einsten, disse:“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado”. Com consequência, as mulheres se sentem envergonhadas por amamentarem em público pelo preconceito da sociedade.
Portanto, o alto número de mulheres que não amamentam seus filhos não pode mais ser uma realidade no Brasil. Para solucionar esse problema, o Ministério da Saúde deve incentivar as mulheres à amamentarem seus filhos, por meio de campanhas de cunho nacional para que, com isso, as crianças tenham uma saúde mais forte. Ademais, a mídia deve impulsionar as brasileiras para não terem vergonha de amamentarem em lugares públicos.Somente assim,as mães vão amamentar seus filhos corretamente com o leite materno e as crianças ficaram mais fortes.