Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 03/06/2020
A série “Supermães”, mostra o preconceito enraizado no olhar da sociedade para com o processo de amamentação em espaços públicos. De maneira análoga, ainda hoje no Brasil, o aleitamento materno, que deveria ser encorajado, é repudiado em ambientes coletivos. Nesse contexto, torna-se evidente que o preconceito nos espaços públicos que levam ao desencorajamento do aleitamento materno, são obstáculos a serem debatidos.
Em primeira análise, é relevante mencionar que apesar da importância do leite materno ser de conhecimento do senso comum, o ato de amamentar ainda gera repúdio nos espaços públicos. Segundo a Pesquisa Global de Aleitamento Materno, as mães brasileiras sofrem uma taxa de preconceito 30% acima da média global ao alimentar seus filhos. Essa situação perpetua a falta de incentivo ao aleitamento materno e a busca por fórmulas alimentares.
Em consequência disso, o desestimulo a amamentação pode trazer complicações, impossibilitando um desenvolvimento totalmente saudável. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), crianças que nunca foram amamentadas têm 22% mais chances de serem obesas. Assim, fica claro que o preconceito e o desestimulo ao aleitamento pode acarretar em problemas de saúde e gerar consequências a longo prazo na vida da criança.
Logo, medidas são necessárias para solucionar o impasse. O Ministério da Saúde deve implementar cabines e pontos de amamentação em locais públicos, por meio de uma proposta de lei entregue a câmara dos deputados. A medida deve fornecer suporte para mulheres em período de amamentação, evitando o constrangimento e o preconceito e garantindo sua segurança durante o processo, assim encorajando-as ao aleitamento até o final do período recomendado pelos órgãos de saúde. Dessa forma, espera-se atenuar as questões acerca do aleitamento materno no Brasil.