Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 23/08/2020
No limiar do século XXI, várias mulheres sofrem com desafios do aleitamento no Brasil, apresentando uma grave patologia social. Em decorrência disso, a dificuldade de trabalhar e alimentar as crianças e os preconceitos que inúmeras mães recebem por amamentar seus filhos, em lugares públicos, ocasionam consequências deletérias à sociedade. Logo, como escopo de mitigar tais infortúnios, medidas familiares e governamentais são fulcrais.
Efetivamente, a natalidade no Brasil vem decrescendo, haja vista algumas mulheres estão trabalhando e estudando cada vez mais para conseguirem um emprego e, consequentemente, as que tiveram filhos irão ter bastante dificuldades em reconciliar o trabalho e o aleitamento. Nessa perspectiva, o filósofo Byung-Chul Han relata, no seu livro “Sociedade do cansaço”, que a sociedade hodierna está relacionada ao desempenho, na qual o indivíduo tem que ser o melhor no seu trabalho para conseguir um aumento salarial e, principalmente, ficar no emprego. Acerca dessa lógica, um contingente de mulheres passa por situações nefastas, as quais, depois dos 120 dias da licença-maternidade, ainda tem que conciliar a labuta com o aleitamento. Nesse panorama, existem várias mulheres que não conseguem ficar muito tempo com seus filhos por esse motivo, dificultando o amamentamento. Desse modo, a família deve agir no enfrentamento desse viés, mostrando, desde a infância, que é muito relevante amamentar a criança, podendo ocasionar entraves caso não aconteça.
Ademais, o leite materno é de suma importância para o bebê, uma vez que ele tem muitas células que reforçam o sistema imunológico e várias proteínas que ajudam no desenvolvimentismo do recém-nascido. Em face disso, Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), 36,6% das crianças com até 6 meses recebem exclusivamente leite materno, sendo que este índice está acima da média mundial. Entretanto, o preconceito que algumas mulheres sofrem quando estão amamentando a criança, em público, acarretam malefícios para elas e para a própria criança. Dessa maneira, o Governo deve intervir nessa mácula social, criando multas para indivíduos que cometerem atos preconceituosos.
Destarte, a fim de atenuarem tais efeitos, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Por isso, a família, como instituição formadora de opinião, deve, desde a infância, ensinar os atos corretos para se viver na sociedade da atualidade, por intermédio de conversas e de consultas com psicólogo, mostrando as dificuldades que as mães terão quando forem amamentar, principalmente, quando relacionado com o trabalho, com o fito de diminuir as preocupações futuras. Outrossim, o Governo deve realizar propostas de lei para o aleitamento materno, por meio Senado Federal, realizando multas para as pessoas que cometerem tais atos, a fim de minimizar esses malefícios.