Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 14/06/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aleitamento materno enfrenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da carência de administrações públicas quanto do desgosto coletivo. Diante disso, cabe analisar os fatores desse contexto, a fim de revertê-los.
Considerando o exposto, é fulcral pontuar que a falta de políticas públicas para contornar esse empecilho, atua como promotor dessa tribulação. À luz dessa ideia, segundo o jornalista irlandês George Bernard Shaw, não há progresso sem mudança. Nesse sentido, para que ocorra a mudança desse contratempo moderno, é necessário que a sociedade saia do seu estado de inercia e passa a buscar reivindicações voltados para a resolução desse quadro deletério.
Ademais, é imperativo ressaltar que o preconceito social é um fator que dificulta a solução desse óbice. À vista disso, de acordo com o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito. Não há como negar, portanto, que a visão da sociedade em relação a amamentação em público é vista como algo nojento e imundo. Por conseguinte, esse comportamento egoísta auxilia na perpetuação desse impasse.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar esse trastorno. Logo, cabe a sociedade, grupo de indivíduos que compartilham os mesmo interesses, promover ações a respeito da importância da amamentação nos primeiros meses de vida de um bebê. Tal ação deve ser ministrada por intermédio da mídia com campanhas que naturalizam o aleitar materno, a fim de acabar com o julgamento coletivo. Com tais medidas, espera-se que a utopia do literato seja alcançada.