Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 17/06/2020
Durante a Grécia Antiga, a amamentação era uma prática mal vista pela sociedade, que apesar de ser fundamental para o desenvolvimento da criança, era considerada como um ato sexual entre a mãe e o filho, sendo o aleitamento materno um hábito proibido. Já na sociedade pós-moderna, os avanços científicos demonstraram a importância da amamentação, legalizando essa prática. No entanto, ainda assim existem empecilhos que dificultam a habituação dessa atividade, a exemplo da dificuldade que as mães enfrentam em aleitar corretamente os seus filhos e o desafio de amamentar no tempo recomendado.
A primeira questão que pode ser citada sobre o aleitamento materno no Brasil é o conflito que muitas mães têm em amamentar corretamente os seus filhos, uma vez que a falta de orientação dos profissionais de saúde sobre essa prática, dificulta a continuidade da amamentação. Nesse sentido, os dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde, demonstraram que trinta e sete por cento das mães não conseguem amamentar, de modo correto, seus filhos, devido à falta de informação sobre como adequar o bebê à sua mama. Dessa forma, observa-se que o conhecimento equivocado sobre a amamentação dificulta o hábito dessa prática.
A segunda questão relacionada com o aleitamento materno no Brasil é o conflito que muitas mulheres encaram ao tentar amamentar seus filhos no tempo recomendado. Isso porque, a Organização Mundial da Saúde aconselha que o aleitamento deve ser uma prática exclusiva até os seis meses de idade da criança, contudo a licença maternidade fornecida pelo Governo Brasileiro é de apenas quatro meses. Dessa maneira, verifica-se que as mulheres que trabalham, não conseguem, muitas vezes amamentar seus filhos durante todo o tempo proposto.
Diante do exposto, é necessário que o Ministério da Saúde, com a ajuda das secretarias estaduais, promova, reuniões mensais com as gestantes e os profissionais de saúde da rede básica, como as Estratégias de Saúde da Família, a fim de facilitar a troca de informações sobre como amamentar corretamente as crianças e dar suporte psicológico para a realização dessa prática. Além disso, também é necessário que o Ministério do Trabalho proponha, por meio de um decreto, o aumento da licença maternidade das mulheres brasileiras, posto que o atual projeto limita essa licença em quatro meses, contrariando as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Essa intervenção deve acontecer com a finalidade de tornar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses da criança, colaborando para a saúde nutricional dos bebês. Verifica-se que a amamentação ainda enfrenta muitos desafios, contudo essas medidas podem reduzir esses empecilhos.