Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 06/07/2020

No Brasil, durante o século XX, o advento da Revolução Tecno-científica propiciou o desenvolvimento da ciência e consequente descoberta de medicamentos e de suplementos vitamínicos. Paralelamente, remédios naturais tiveram seus usos diminuídos e a amamentação materna perdeu seu prestígio.  Isso se deve, também, ao preconceito social acerca de tal prática que corrobora com problemas no desenvolvimento de muitas crianças.

Em primeira instância, denota-se à vulgarização do corpo feminino aliada à amamentação em locais públicos. Em contradição ao que é visto contemporaneamente, em Esparta, na Grécia Antiga, a mulher tinha por objetivo preparar o corpo para melhor dar a luz a melhores guerreiros, logo seios a mostra amamentando era um elogio feminino. Apesar dos avanços nos direitos feministas, hoje, a amamentação em público tornou-se banal, devido, principalmente à sexualização do corpo da mulher, ou seja, a suposta vulgaridade das mamas femininas. Tal tabu determina constrangimento das mulheres quando na necessidade do aleitamento em locais coletivos, culminando numa diminuição de mães que amamentam seus filhos.

Como consequência desse retrocesso e somando-se às disparidades econômicas no Brasil, observa-se uma série de problemas no desenvolvimento de crianças. Isso se deve à carência nutritiva fundamental para o crescimento infantil, visto que, como já dito, além do julgamento à amamentação pública, o preço de leites industrializados, que supram a necessidade alimentícia, é inacessível à parcela de famílias que vivem com pouco mais de um salário mínimo. Com isso, a falta do leite materno ou suplementos nutricionais culmina num crescente número de crianças com déficits de concentração, e de raciocínio lógico, e atraso no desenvolvimento físico-corporal, devido à insuficiência de nutrientes necessários para tal desenvolturas.

Urge, portanto, que intervenções sejam aplicadas. Sobretudo, faz-se necessário que políticas públicas não governamentais promovam palestras para o público em geral, assim como informativos e cartazes, que busquem findar o preconceito quanto à amamentação em locais coletivos, além de demonstrar a importância do leite materno no desenvolvimento infantil. De tal forma, é importante que o Ministério da Saúde, incentive a distribuição de suplementos nutritivos para famílias carentes, cujas mães  são impossibilitadas de amamentar. Assim, a amamentação terá seu devido prestígio exaltado na sociedade, assim como, os problemas infantis quanto a insuficiência de nutrientes provenientes do leite materno, serão extinguidos.