Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 27/06/2020
A amamentação é a forma mais eficiente de suprir as necessidades nutricionais e imunológicas do recém-nascido e a mais eficaz em beneficiar a saúde do indivíduo no futuro. Contudo, o Brasil, apesar de ser referência mundial em relação à presença do aleitamento materno nos primeiros meses de vida, enfrenta alguns imbróglios. Dessarte, é imprescindível salientar o preconceito com amamentação em espaço público e a desinformação como os principais empecilhos para o incentivo à aleitação.
A priori, de cordo com Sócrates, existe um único bem, o saber, e um único mal, a ignorância. Nessa perspectiva, é possível associar o reconhecimento da importância e o respeito á pratica da amamentação ao saber. Entretanto, a ignorância ainda existe na sociedade, a qual pode ser relacionada às pessoas que censuram e hostilizam aleitamento em espaço público, tornando a prática desconfortável para as mães. Exemplo disso são os dados que notificam que cerca de 48% das mães já sofreram preconceito ao aleitar seu filho em espaço público, de acordo com a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno.
Ademais, principalmente por falta de incentivo, algumas pessoas não dão a devida importância ao leite materno para a dieta do recém nascido, tendo em vista que, inclusive em países desenvolvidos, a amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida não é adotada, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde. Destarte, o bebê fica privado de benefícios que somente o leite materno pode proporcionar a curto e longo prazo, como boa formação da microbiota intestinal para fortalecer o sistema digestivo e imunológico.
Depreende-se, portanto, que o incentivo à amamentação seja uma prática tão importante quanto incetivo à vacinação, por exemplo. Para isso, é preciso exterminar o preconceito e promover a informação sobre a prática. Assim, o Ministério da Saúde deve, mediante os mecanismos midiáticos, propagar informações com linguagem clara sobre os principais benefícios da amamentação e sobre o repúdio às práticas discriminatórias.