Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 02/07/2020

O aleitamento materno é de extrema importância para o desenvolvimento do bebê, tendo em vista que o leite materno transfere todos os nutrientes necessários e até mesmo auxilia no desenvolvimento da imunidade pela a transferência dos glóbulos brancos. Entretanto, menos de 50% das mulheres amamentam exclusivamente por 6 meses. Logo, quais serão os desafios dessa alimentação?

Os desafios iniciam-se na falta de instrução sobre o aleitamento, como por exemplo a posição correta para que a sucção seja indolor, sendo que mais de 50% das mulheres apresentam rachaduras nos seios, devido a posição incorreta segundo o médico brasileiro Drauzio Varella. Além disso, com a mulher presente no mercado de trabalho é acelerado processo do desmame, devido a insuficiente licença maternidade que atualmente cobre apenas 120 dias (4 meses). Ao contrário da recomendação da Organização Mundial da Saúde que declara a necessidade de 180 dias (6 meses) de amamentação exclusiva.

Demais, um dos principais fatores para o desmame precoce é o preconceito ao aleitamento em lugares públicos ou privados no Brasil. Apesar de ser garantido por lei o direito a amamentação, a sociedade apresenta pensamentos retrógrados, pressionando muitas mulheres a desistir do aleitamento materno.

Fica evidente, portanto, que existe a necessidade da influencia do Estado para auxiliar as futuras mães e desconstruir preconceitos. Para tal feito, o ministério da saúde deve realizar campanhas e palestras sobre o aleitamento materno, com o intuito de informar as mulheres e toda a população. Também é importante que o Governo Federal seja mais rigoroso e tenha uma fiscalização mais eficiente contra a inibição do aleitamento em lugares públicos ou privados, pois como está na lei é um direito humano sem exceções.