Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 02/07/2020
‘‘Esse produto não deve ser usado para alimentar crianças menores de 1 (um) ano de idade, a não ser por indicação expressa de médico ou nutricionista. O aleitamento materno evita infecções e alergias e deve ser mantido até a criança completar 2 (dois) anos de idade ou mais.’’. Essa é a frase encontrada nas caixinhas de leite integral de vaca, alertando aos consumidores a contraindicação do produto para aqueles de pouca idade. A importância do leite materno vai além de um laço de afeto e amor entre a mãe e o filho; é a base nutritiva do bebê, fortalece o sistema imunológico e garante um crescimento mais saudável, evitando inúmeras complicações. Porém, o número de brasileiros de até 6 meses que têm somente essa fonte de alimento é baixo, devido à dificuldade que as mulheres encontram no processo e o fato da amamentação em público ainda ser alvo de preconceito no país.
Sabe-se que amamentar não é uma tarefa fácil, exige tempo e esforço. Algumas mulheres são incapacitadas de produzir o suficiente para a nutrição completa, porém, aquelas capazes também têm dificuldades como a pega errada, rachaduras na região dos mamilos, horários desorganizados, dores, entre vários outros, que as levam a optarem pelo consumo de produtos industrializados, como em pó e integral de origem animal, por serem mais práticos. Isso contribui para que a porcentagem de bebês que obtêm outra fonte de alimento aumente.
Ademais, as mães também sofrem preconceito ao alimentarem seus filhos em público, já que a maioria da população acha isso uma falta de respeito com quem está por perto, uma desvalorização do corpo, mesmo que seja algo natural do ser humano e dos mamíferos em toda sua diversidade. O desconforto que elas sentem devido a isso gera um bloqueio e impede que elas pratiquem um ato tão importante para a saúde na infância por influência de pessoas inconvenientes.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) crie e revigore leis que fortificam o direito delas de serem alimentadas em público e conscientize a população através de palestras e propagandas sobre a importância do aleitamento materno, para que isso não seja mais um tabu e melhore a saúde de milhares de pessoas por passarem a ser corretamente alimentadas na sua infâncias.