Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 06/07/2020

A amamentação é uma maneira de trocar amor , pois ela é um dos primeiros contatos entre mãe e filho. Sendo assim, esta é fundamental para a relação afetiva parental, a alimentação e a saúde. De acordo com o Ministério da Saúde (MS) ,desde o colostro até o sexto mês é essencial, visto que o leite materno é uma forma de proteção imunológica e de nutrição. Logo, devido a sua importância, é louvável realizar medidas para intensificar o aleitamento. Para tanto, deve-se combater os maiores pilares que o desestimulam : a discriminação e a desinformação do manejo.

Primeiramente, vale ressaltar que o processo de aleitação nos espaços coletivos sofre preconceito, por conta do machismo social, uma vez que a mãe retira o vestuário da mamas para alimentar o bebê, ela é encarada ou agredida verbalmente, como se tal ato fosse uma desnudação. Conforme o portal de notícias G1 , a estudante de pedagogia Samily Maria da Silva relata que já foi censurada apenas por saciar em público a fome de sua filha. Logo, muitas acabam sendo coagidas a interromperem o aleitamento, e então procurar um lugar reservado, muitas vezes esse é inapropriado , como banheiro.

Além disso, o desconhecimeto das técnicas certas de amamentar atrapalha a perenidade desse processo. Visto que, a pega da auréula quando incorreta : uma posição inadequada do recém-nascido, de modo que ele escorrega ao sucçionar; machuca as mamas, podendo ocasionar fissuras no mamilo, o que causa dor nas mães. De acordo com a Presidente do Departamento científico de aleitamento materno da sociedade de pediatria do Distrito Federal, a Dr. Vanessa Macedo, o manejo de aleitação impróprio gera rachaduras mamárias, isso por sua vez acarreta mal estar. Em razão disso, muitas delas deixam o aleitamento materno, e introduz a mamadeira e comidas menos calóricas, exemplo mingau, cereais e frutas, na dieta dos filhos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o machismo e a desinformação : as principais causas para os impasses alimentário supracitado. Desse modo, é interessante que as escolas e faculdades - instituições sociais que ensinam o indivíduo - realizem debates nas salas de aulas. Isso aconteceria por meio de diálogos entre professores e alunos, a respeito das consequências negativas da sexualização da mulher diante da amamentação. Com o fito de estimular a nutrição do bebê independentemente do lugar, e assim garantir a constância desse ato. Além do mais, é de suma importância que o MS ,ramo do Estado responsável pela saúde pública, financie os veículos mediáticos, exemplo emissoras de televisão e empresas digitais, para que estes divulguem a maneira certa de aleitar. Tal ação ocorreria mediante às propagandas instrutivas. Essa medida objetivaria diminuir o número de fugas da maneira tradicional, econômica e carinhosa de se alimentar um recém-nascido.