Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 07/07/2020

“A toda ação há sempre uma reação de igual intensidade”. Essa é a terceira lei de Newton, que basicamente fala que a força é resultado da interação entre os corpos, ou seja, um produz e outro recebe. Nesse sentido, percebe-se que ela representa o aleitamento materno tendo em vista o fato de que muitas mães escolhem não amamentar seus filhos acontece em virtude da falta de conhecimento. Logo, cabe analisar essa questão, com ênfase na falta de informação e no preconceito em torno do aleitamento materno.

Em primeira análise, é fulcral salientar que o filósofo Rousseau afirma que o Estado se responsabiliza pelo estabelecimento de condições básicas à sociedade ao promover, por conseguinte, o bem-estar do âmbito populacional. Entretanto, a perspectiva defendida pelo intelectual não se concretizara na realidade hodierna, haja vista a indiligência governamental em viabilizar informação e conhecimento suficiente a todas as gestantes e puérperas sobre amamentação. Nesse ínterim, o Ministério da Família não promove essa espécie de política pública, e, portanto, não efetiva o bem estar-social como dito pelo filósofo. Logo, percebe-se que essa negligência estatal representa uma das causas do problema.

Ademais, é perceptível que o preconceito com quem está amamentando existe desde outras épocas. Dessa forma, pode-se perceber que tal preconceito foi - e ainda é - transmitido por gerações, o que evidencia a banalização do aleitamento materno no Brasil. Assim, a filósofa judia Hannah Arendt, em sua teoria “banalidade do mal”, defende que o comportamento xenofóbico ou preconceituoso passa a ser realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser comparado com a questão da discriminação das lactantes.

Por fim, caminho devem ser elucidados para resolver esse impasse, levando-se em consideração as questões abordadas. Sendo assim, cabe ao Governo Federal - órgão responsável pelo bem-estar da população - elaborar um plano nacional de incentivo à prática da amamentação, de modo a instituir  ações ao combate do preconceito em torno do aleitamento materno. Isso pode ser feito por meio de uma associação entre prefeituras municipais, governadores e entidades federais - haja vista esse fenômeno envolver todos os âmbitos administrativos - que realize periódicos eventos com o intuito de apoiar e ajudar as gestantes e mães que amamentam, mediados por especialistas no assunto. Dessa forma,as mães do país terão seus direitos resguardados e respeitados. Assim, essa importante questão pode ser solucionada.