Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 16/07/2020
No período escravocrata brasileiro, era comum há existência das amas de leite, mulheres negras, que eram alugadas para amamentar os filhos dos senhores, por consequência, os filhos das escravas não conseguiam receber à própria amamentação. No Brasil, a presença do leite materno nos anos iniciais de uma criança é considerado de suma importância, entretanto, são encontrados entraves sociais para a realização desse ciclo vital, tais como: a desinformação sobre como amamentar e o preconceito perante esse ato nos espaços públicos.
O problema surge quando a desinformação se revela um dos principais impasses para uma boa amamentação. Embora o país lidere como referencial de amamentação pela organização da Unesco, ainda são encontrados percalços para uma mudança de cenário, pois muitas mulheres por não saberem como amamentar, desistem. Por consequência dessa falta de conhecimento, muitas buscam modos alternativos para amamentar, deixando a criança sem o essencial: a proteção e os anticorpos que o leite materno traz.
Ademais, é fundamental salientar que, segundo pesquisas, 47% das mulheres brasileiras sofrem preconceitos em relação a amamentação em espaços públicos. Tal dado, reflete diretamente em como essas mulheres lidam, quando há necessidade, do aleitamento em ambientes coletivos, podendo ocasionar até mesmo uma rejeição nas mães ao ato de amamentar seu filho. A mentalidade social no Brasil, precisa ser repensada e modificada, trazendo ao invés de julgamentos, estímulos e amparo a amamentação com o leite materno.
Portanto, torna-se de suma urgência que, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Cidadania, elaborem projetos sociais que visem a criação de palestras, as quais busquem conscientizar a população da extrema importância que o leite materno possui na fase inicial da vida de uma criança, podendo assim fomentar a ideia de sua necessidade e quebrar com os preconceitos presentes na sociedade brasileira.