Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 07/08/2020
O documentário “De peito aberto”, retrata o caráter transformador do aleitamento materno o qual mostra os benefícios que o mesmo proporciona, como também o preconceito que ainda é vigente. Dessa forma, segundo o artigo 9° do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a amamentação é direito de todo recém nascido, sendo dever de todas as instituições efetivá-lo . Nesse sentido, analisar esses fatores é importante para que haja avanços nesse contexto vital.
A princípio, ressalta-se a importância crucial da amamentação, pois é através dela que o bebê irá adquirir os nutrientes essenciais da vida e receberá os primeiros anticorpos, sendo o propulsor para o desenvolvimento saudável do mesmo. Desse modo, a OMS (Organização Mundial da Saúde), estipula o tempo mínimo de amamentação exclusiva que é de 6 meses, mas cerca de 39% dos recém nascidos recebem alimentação via leite materno apenas até os cinco meses de vida. Isso ocorre porque muitas vezes a mãe não recebe assistência da família, assim como há uma grande dificuldade de amamentação após a volta ao trabalho, já que fatores hormonais e emocionais estão diretamente ligados a produção láctea.
Outrossim, é inegável que ainda há preconceito no que condiz a amamentação, principalmente em locais públicos onde cerca de 40% das mães brasileiras já foram criticadas por tal conduta, isso segundo a pesquisa realizada pela Global Lasinoh. Tal fato é motivado, pois esse é um assunto que não é debatido na esfera social, sendo pouco esclarecido sobre a importância e a necessidade do mesmo. Sendo assim, para Durkheim, ‘‘a sociedade é um corpo biológico onde as partes devem interagir para que haja coesão social’’, ou seja, é primordial a integração das partes como um todo para que a amamentação não seja um tabu e sim algo biologicamente essencial.