Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 10/08/2020
O Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA) estabelece que os mesmos tenham direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer. Conquanto, no que diz respeito a realidade brasileira, esses direitos estabelecidos por ele são gravemente violados, pois no Brasil a amamentação é colocada em xeque. Com isso, surge essa questão que persiste intrínseca á realidade, seja por questões econômicas como precisar garantir o sustento, seja pelo abandono materno.
Indubitavelmente, a amamentação é de fulcral importância para o bebê, principalmente nos primeiros 6 meses de vida pois ele deve consumir apenas leite materno. Contudo, algumas mães deixam de amamentar ou suprem parte da amamentação com papinhas, devido ao fato de precisar trabalhar para garantir o sustento do lar, isso se deve muitas vezes por uma licença maternidade insuficiente, que para ás mães com carteira assinada são somente 4 meses de afastamento, sendo insuficiente para a criança cumprir o ciclo dos 6 meses.
Ademais, devido a falta de apoio por parte de familiares ou até mesmo consequente de um abandono paterno, muitos bebês sofrem com o abandono materno. Segundo um levantamento realizado pela Folha de S.Paulo, no Brasil a cada 3 dias uma mãe abandona uma criança recém nascida, mostrando então uma face do problema que no Brasil é recorrente, e infelizmente está presente na vida de muitos bebês.
Diante do exposto, para extinguir todos os gargalos em torno da questão da amamentação no Brasil, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que o Ministério da Justiça e Segurança Pública(que detêm as pastas dessa área do extinto Ministério do Trabalho) entre com um processo legislativo a fim de alterar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), com o intuito de alterar a licença maternidade de 4 para 6 meses. Outrossim, a criação de medidas pelo Ministério do Desenvolvimento Social com o intuito de flexionar a carga horária e consequentemente ser possível que as mães amamentem mais. E assim proporcioná-las ao aleitamento materno pelo período necessário(seis meses) para que haja o pleno desenvolvimento dos mesmos.